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- Um motor glow é uma máquina de precisão com poucos elementos, aparentemente bastante simples e o seu funcionamento não levanta grandes problemas se se aprenderem os pequenos truques. A medida da câmara de um motor e a sua relação com a vela e altitude a que se encontra situado o circuito ou pista onde se roda é uma das chaves para tirar o máximo partido de qualquer motor. Além disso, pode-se prolongar a sua vida útil.
- Para quem deseje perceber o funcionamento da câmara, aconselha-se a acrescentar ou a tirar uma das anilhas de descompressão e a observar a alteração das performances do motor (sem o levar ao regime máximo se se tirar uma anilha, pois pode-se fundir a vela).
- É fundamental uma afinação fina da embraiagem para tirar o máximo proveito do veículo. Cada pista e cada tipo de condução exigem, para quem frequente a alta competição, uma embraiagem diferente. Portanto, quem quiser participar numa prova deve possuir vários conjuntos de sapatas e várias embraiagens. Uma boa embraiagem é uma necessidade incontornável no radio control de competição. Para quem só utiliza os modelos como diversão, uma boa embraiagem permite uma condução mais fácil quando alguns modelos têm tendência a derrapar, mas também pode permitir que o modelo saia disparado como um míssil quando as circunstâncias o permitirem.
- Quando um pack de baterias se deteriora, seja devido a uma pancada, seja porque verteu líquido de um dos seus elementos ou porque os pólos oxidaram, há que o deitar fora rapidamente, pois estamos a jogar com a integridade de um equipamento que não é barato.Os veículos de radio control não são brinquedos, mas sim máquinas de grande precisão que podem chegar a alcançar velocidades muito elevadas, acima dos 100 km/h. Imaginemos que o modelo se descontrola porque o emissor de rádio não obedece, devido a uma bateria em mau estado que custa apenas alguns euros; pensemos nos danos que pode sofrer um bólide magnífico depois de embater numa parede ou, ainda pior, se magoar outro praticante por esse motivo. Nesta perspectiva, é indiscutivel que os cuidados que devemos prestar ao nosso equipamento de rádio nunca será de mais.
- Uma das chaves do êxito em competição é aquilo a que se chama «liberdade da transmissão»; nela, a afinação pinhão/coroa é uma das mais importantes, para não dizer a mais importante. O piloto deve afinar este conjunto da maneira mais perfeita possível. Há pilotos que passam horas a apertar e a afrouxar os parafusos do motor até encontrarem a afinação que pretendem. Seja como for, no automodelismo de radio control cada um segue as suas próprias normas, embora existam regras gerais.
Um dos problemas que levanta a afinação da transmissão é que se podem apertar ou afrouxar os parafusos do motor em diferentes situações e, por vezes, podem ficar mal apertados, pois trata-se de uma das zonas onde ocorrem as maiores vibrações provocadas pelo motor. O conselho é que os parafusos que fixam o motor ao chassis levem sempre fixa-parafusos suave, de maneira a evitar que afrouxem.
- Encontrar a relação exacta de transmissão é uma tarefa árdua na qual intervêm vários factores, como o traçado do circuito, as características do motor, a aderência e as condições da pista, bem como o comportamento do nosso veículo.
- Deve-se limpar sempre o filtro após a utilização do modelo. Um filtro pode durar muitas sessões de treinos ou de competição, mas depois de limpo deve ser revisto atentamente, verificando se não se estragou e se não tem partículas no interior. Em caso de dúvida, deve ser substituído por um novo e embebido em óleo. Nunca se deve usar um filtro a seco, sem estar embebido em óleo especial, pois não reterá as partículas mais finas.
Em pisos muito poeirentos usa-se sempre um filtro de espuma dupla. Passado um tempo de se andar vê-se que a espuma exterior se suja, mas se a tirarmos vemos que a interior se mantém intacta. Mesmo trocando a exterior por outra limpa, a interior pode aguentar uma manhã inteira a circular pelos circuitos mais poeirentos.
Há pilotos que utilizam o filtro dentro de uma caixa estanque sejam quais forem as condições; fazem isso para reduzir o ruído produzido pelo motor; em competição, nalgumas modalidades do automodelismo de radio control é mesmo obrigatório o uso deste sistema.
- A água é o principal inimigo da electrónica de um carro de radio control e o mais prudente é não andar com ele quando chove. No entanto, se se está a participar numa competição ou se se quer mesmo andar à chuva, há que proteger toda a electrónica em especial o receptor. Assim que se acabe de andar, é conveniente passar o carro todo com óleo lubrificante. Em casa, há que desmontar o chassis e todos os seus elementos, em especial os rolamentos e lubrificá-los convenientemente. É também preciso retirar as protecções que se colocaram no receptor porque, devido à mudança de temperatura (é provável que em casa faça mais calor do que no circuito), o vapor de água do interior pode condensar, formando-se pequenas gotas cujos efeitos negativos poderão revelar-se apenas numa próxima sessão.
- Os pormenores a ter em conta para fazer uma soldadura correcta são os seguintes: estanhar sempre as duas partes a soldar; utilizar um ferro de soldar potente, de pelo menos 60 watts; desengordurar previamente os elementos a soldar; depois de feito, é conveniente marcar o pack com a data de construção, para controlar o número de vezes que foi utilizado e os ciclos de carga.
O que nunca se deve fazer: aquecer em excesso os elementos; descuidar os fios e as ligações dos packs de baterias; usar elementos ou células de diferentes fabricantes ou de diferentes performances. Para que um ponto de soldadura seja bom deve ficar uma bola de estanho brilhante depois de realizada a união.
- A sobrealimentação do motor através dos gases de escape tem muitas vantagens para o funcionamento dos motores glow, entre elas uma boa afinação da carburação porque esta fica favorecida. Também se elimina a variação da carburação em função da quantidade de combustível existente no depósito; quando não existe sobrealimentação com o depósito cheio o motor comporta-se como «gordo» e vai afinando à medida que se crie vácuo no depósito e faz com que todas as condutas do motor formem uma espécie de circuito fechado que mantém as performances e evita que este pare quando o motor capota.
Para se obter uma boa pressurização é preciso optimizar uma série de parâmetros e respeitar as seguintes normas quanto à sua localização: pela extremidade do escape nunca se pode ligar a pressurização no colector, pois aí a variação da pressão em função do regime do motor é muito importante; pela extremidade do depósito tem que se ligar numa posição o mais elevada possível para que não afecte a carburação. A tampa do depósito é uma zona muito utilizada actualmente.
O comprimento do tubo de silicone também é de grande importância, sobretudo nos motores de maior cilindrada. Pode dizer-se que com um tubo comprido (por exemplo, de 20 cm) a pressão é menor, é menos afectada pelo regime de rotação do motor e é mais constante. Com um tubo curto (digamos, de 15 cm) a pressão é maior, mas é mais instável e pode provocar um aumento considerável do consumo de combustível.
- Para que o carro tenha a melhor apârencia, é imprescindível revestir os contornos do pára-brisas, do óculo traseiro e das janelas com fita adesiva mate para imitar as borrachas existentes nos carros reais. Esta fita encontra-se nas lojas de modelismo em diferentes espessuras para se adaptar a todas as escalas e podem-se dar-lhe várias formas. Quando a superfície da carroçaria tem reentrâncias e saliências que dificultam a colocação dos autocolantes com os dedos, pode-se usar uma ferramenta «mágica» fácil de arranjar: a tampa de uma esferográfica BIC. Se os autocolantes invadem os guarda-lamas ou quaisquer outros furos da carroçaria é preciso cortá-los com um cortante e nunca dobrá-los para o interior, pois descolam-se rapidamente.
 
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