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Os pequenos motores glow dos modelos de radio control funcionam com carburadores sem bombas nem membranas de depressão. Só a forma especial do carburador e do tubo de Venturi faz com que o combustível seja aspirado e conduzido até ao interior do cárter do motor, para passar posteriormente à câmara de combustão onde terá lugar a explosão que origina o movimento da cambota.
Muitas vezes o fluxo de entrada do combustível nos motores glow não é suficiente, em particular nos motores de maior cilindrada, como os de 2,5 e 3,5 cc, que se afinam em fase de aceleração de uma forma perigosa para o motor. Existem então duas opções: abrir a agulha de mínima (e perder potências nas aceleraçoes) ou pressurizar o combustível do depósito através do escape. A segunda opção é a mais adequada e simples de levar a cabo se o modelo em questão não estiver preparado deste modo, uma vez que dadas as suas vantagens a maior parte dos modelos actuais já a tem instalada.
Para pressurizar o depósito há que fazer uma canalização que aproveite a pressão dos gases de escape no tubo de sintonia e a leve até uma zona do depósito de combustível livre para que exerça o seu efeito. As melhores zonas são a tampa do depósito e a secção do meio do tubo de sintonia. É nesse cilindro que os gases atingem maior pressão e menos afectam as performances do tubo de sintonia.
Para unir ambos os pontos utiliza-se um tubo de silicone. Com este simples sistema o rendimento do motor experimentará uma mudança radical, sobretudo nas fases de aceleração. Se não se tiver um verdadeiro tubo de sintonia pode-se ligar o tubo de silicone a qualquer zona do escape, excepto no colector de saída do motor.
- se o modelo em questão não tem o depósito de combustível pressurizado, em poucos minutos pode-se instalar este dispositivo de sobrealimentação do motor que aumentará as suas performances e fiabilidade na fase de aceleração.
- os elementos necessários à montagem são relativamente poucos e podem-se comprar em qualquer loja de modelismo: tubo de silicone igual ao que se utiliza para os tubos de combustível e duas válvulas de pressão. Também são muito jeito umas braçadeiras de plástico que fixam os tubos e evitam que se movam no interior do chassis. As ferramentas necessárias também são muito comuns: berbequim e cola epóxica (tipo Araldit) ou cola de silicone que suporte temperaturas elevadas.
- os escapes dos carros de radio control são feitos de um material de liga de alumínio e são muito fáceis de trabalhar. Com um berbequim, eléctrico ou manual, abre-se um orifício de 3 mm de diâmetro mais ou menos a meio do escape, onde se juntam o cone e o contracone.
- depois de aberto o orifício, é fundamental limpas as impurezas e limalhas de alumínio que possam ter ficado dentro do escape. Caso contrário, quando se ligar o tubo e puser o motor a trabalhar, este aspira-as, entram na c»amara de combustão e estragam o motor.
- o orifício que se abre no tubo de escape tem que ter sempre um diâmetro menor que a secção com rosca da válvula de pressão e esta deve custar a enroscar. Aperta-se com uma chave adequada mais ou menos até meio do roscado. Antes de se fechar por completo a válvula de pressão é necessário aplicar cola, pois caso contrário a pressão, a temperatura e as vibrações fá-la-iam saltar. O mais comum é aplicar cola epóxica de dois componentes, embora também se possa usar uma pequena quantidade de cola para silicone resistente a altas temperaturas.
- para a ligação ao depósito deve-se procurar uma zona onde não chegue combustível para não obstruir a pressurização. Geralmente utiliza-se o gargalo do depósito de combustível ou a tampa. Abre-se um orifício, que tanto pode ser num dos lados como na parte detrás, com 2 mm de diâmetro.
- a seguir, agarra-se na válvula de pressão e enrosca-se no ponto escolhido com uma chave apropriada. Tem que ficar perfeitamente fixa e deve ser estanque para evitar entradas de ar que desestabilizariam a carburação do motor.
- se só se dispõe de uma válvula de pressão, que será utilizada no depósito, pode-se usar directamente o tubo de silicone para a ligação com o escape. Em ambos os casos será preciso um tubo de silicone com 15 a 20 cm de comprimento.
- pega-se no tubo de silicone e introduz-se um pouco uma das extremidades no orifício que se abriu no escape. Não se pode introduzir mais de 5 mm para não afectar as performances do escape porque é uma zona onde os gases passam a grande velocidade.
- a operação seguinte em fixar o tubo de silicone e para isso é preciso usar cola de silicone de alta temperatura, que se encontra em qualquer loja de peças para automóvel. Aplica-se uma boa quantidade com os dedos ou uma chave de parafusos e espera-se que seque durante pelo menos meia hora.
- depois de a cola de silicone estar seca, a pressurização será a mesma que se tivéssemos efectuado a ligação com uma válvula de pressão metálica. No entanto, esta solução não é aconselhável para competição porque neste tipo de provas é costume retirar-se momentaneamente o tubo para facilitar um arranque rápido.
- no final da tarefa, o tubo de silicone tem que ter um comprimento de cerca de 15 a 20 cm e estar convenientemente enrolado e fixado, de maneira a não se enredar nalguma das peças móveis do carro porque se pode partir.
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