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A evolução registada no design dos automodelos não só se encaminhou no sentido de melhorar as performances como também de facilitar aos praticantes deste apaixonante desporto a utilização de motores térmicos. Hoje em dia não existe qualquer dificuldade para fazer arrancar um motor glow, pois a maior parte dos motores de iniciação e de gama média que não se destina à competição está equipada com um arrancador manual que facilita o seu arranque a qualquer praticante da modalidade, por mais inexperiente que seja nesta matéria. Basta apenas seguir os passos que se mencionam mais adiante para que o arranque deixe de assustar alguém.
Os motores glow têm uma característica essencial que os distingue dos motores a dois tempos e que é o facto de precisarem de uma vela que esteja sempre incandescente (e não de uma faísca intermitente) para poderem funcionar. Portanto para pôr o motor a trabalhar a primeira coisa a fazer é conseguir que a vela fique ao rubro. Para isso foram inventadas umas pequenas ferramentas autónomas, denominadas «clips de vela» no jargão de todos os que praticam modelismo dinâmico, e que consistem num pequeno recipiente onde se aloja uma pilha de 1,2 volts, com uma saída para ligar à vela. É este o único elemento necessário para arrancar um motor glow com cabo, além, claro está, do combustível necessário para que funcione. O clip de vela é pequeno e barato, e as pilhas que utiliza são recarregáveis, pelo que a sua duração é geralmente longa.
- são estes denominados «clips», que provocam a incandescência da vela. As suas pequenas dimensões permitem guardá-los num bolso, porque, logo que o motor arranca, deixam de ser necessários.
- antes de se proceder ao arranque de um motor glow é preciso encher o depósito de combustível. O combustível é uma mistura de três substâncias principais: metanol, óleo lubrificante e nitro metano. A percentagem que se pode utilizar deste ultimo esta regulamentada para as competições. O habitual é que seja de 10 a 16%.
- a seguir abre-se o tambor do carburador, ou seja, abre-se o acelerador a fundo. A maior parte dos motores com arranque manual tem na parte superior do depósito de combustível uma bomba que, ao ser pressionada várias vezes, faz com que o combustível saia pelo tubo de silicone que liga ao carburador.
- pressiona-se a bomba até que o combustível chegue ao carburador e pára-se. Isto depende do comprimento do tubo de silicone, que varia de uns modelos para os outros.
- se o motor não tiver a tal bomba, pode-se usar o seguinte truque para fazer chegar rapidamente o combustível ao carburador: desliga-se o tubo de silicone do escape, que provoca a pressurização. Depois sopra-se pelo tubo e o combustível chega ao carburador. Por último, volta-se a ligar o tubo à tomada do escape.
- o passo seguinte consiste em desmontar a vela, para o que se utiliza uma chave de tubo numero oito. A vela deve estar bem apertada na cabeça do motor, pelo que será preciso fazer um pouco de força.
- no automodelismo, tal como automobilismo desportivo, a norma é verificar todos os elementos. Assim, verifica-se o estado da vela ligando-a ao clip e o filamento deve ficar incandescente. Se não ficar é porque a vela está estragada ou o clip não tem pilha. Qualquer destas circunstâncias impede o arranque.
- com o motor com a vela desmontada, puxa-se o cabo do arranque cinco ou seis vezes. Em seguida devem começar a sair pequenas gotas de combustível pelo compartimento da vela.
- se for a primeira vez que o motor vai arrancar, ou seja, se ele for novo, coloca-se a vela no sítio mas sem a apertar a fundo para facilitar o primeiro arranque. Depois de arrancar, volta-se a apertar a vela. Se o motor já for usado, enrosca-se a vela a fundo, mas sem fazer demasiada força para não danificar o roscado da cabeça ou da própria vela. Para isto usa-se uma chave de tubo numero oito.
- seguidamente, pega-se no clip de vela e introduz-se na vela, verificando se está bem ligado. Alguns clips têm uma mola que os fixa à vela, tornando desnecessário agarrá-los durante o processo de arranque.
- agora fecha-se o tambor do carburador, seja a partir do próprio carburador ou accionando o servo de acelerador/travão. Faz-se isto para que quando o motor arranque fique a trabalhar ao ralenti e sem uma aceleração imediata.
- com o clip ligado, puxa-se o cabo de arranque. O motor deve arrancar durante as dez primeiras tentativas. É muito importante não puxar o cabo mesmo até ao fim, pois pode partir-se com o uso.
- para parar o motor pode-se proceder de três maneiras diferentes. A primeira é tapar com um trapo o tubo de saída do escape, isto é, o tubo por onde saem os fumos ou gases queimados.
- outra maneira de parar um motor glow é fechar o caudal de ar que chega ao carburador. Para isso, a única coisa a fazer é tapar com o dedo o filtro de ar. O motor afoga e pára de imediato.
- a terceira maneira de parar um motor glow é actuar directamente no volante de inércia. O único problema deste método – que é o que se utiliza em competição - é que o acesso ao citado volante fica por baixo do chassis. Trava-se com o cabo de uma chave de parafusos.
- se o motor não arranca, estando a vela em perfeitas condições e o combustível a chegar ao carburador, o problema é, quase de certeza, o ralenti demasiado baixo. Para verificar isso, tira-se o filtro de ar e fecha-se o carburador. O tambor do carburador deve ficar aberto mais de um milímetro.
- para subir o regime de ralenti do motor, aperta-se meia volta o parafuso que o regula. Costuma ficar de um dos lados do corpo do carburador, mas em caso de dúvida consultam-se as instruções do fabricante do motor.

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