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No automodelismo de rádio control gira quase tudo à volta da competição, seja a nível de clube, entre amigos ou no âmbito nacional. Ora, em competição exige-se o peso mínimo e as máximas performances. É por isso que nem os modelos nem os motores de gama alta têm arranque por cabo, porque isso representa mais peso, retira potência aos motores e um funcionamento manual que não é o mais adequado para a competição, na qual se podem usar acessórios com motores potentes que permitem que o arranque seja imediato, mesmo quando se trata de pôr a trabalhar um motor de 3,5 cc de competição.
Estes acessórios são as mesas de arranque. Em termos gerais, uma mesa de arranque é uma pequena caixa da qual sai uma roda de borracha, que fica em contacto com o volante de inércia do motor. Portanto, o primeiro requisito para se poder usar uma mesa de arranque é que o chassis tenha uma abertura ao nível do volante de inércia. Alem disso, qualquer mesa tem umas patilhas que fixam firmemente o chassis e impedem que o carro saia disparado. A mesa completa-se com o clip de vela, que pode ser autónomo ou estar incorporado na mesma. Uma mesa de arranque actual tem que preencher certos requisitos fundamentais: deve ser pequena, para não aumentar o peso da mala de ferramentas; potente, para conseguir arrancar qualquer tipo de motor; por último, polivalente, porque seja qual for o design do veículo (com o motor transversal ou horizontal), a mesa tem que se adaptar a ambas as circunstancias.
- as mesas actuais são muito pequenas, geralmente menos volumosas que os carros de rally. Vêem-se as patilhas para prender o chassis e a roda de borracha, que gira para mover o volante de inércia do carro quando se pressiona o chassis.
- o mecanismo que faz girar a roda com tanta força é simples: trata-se de um ou dois dos motores eléctricos que, por meio de roldanas, conseguem a desmultiplicação necessária para que a roda de borracha ganhe a força suficiente para fazer o motor arrancar. A alimentação é fornecida por dois packs de baterias como os que se utilizam para a propulsão dos carros eléctricos, ou uma bateria de chumbo.
- os modelos de rally podem ter o motor em diferentes posições, longitudinal ou transversalmente em relação ao chassis, ou do seu lado esquerdo ou direito. Antes de se comprar uma mesa de arranque, há que ver se é compatível com o nosso carro, excepto se se tratar de uma mesa como a azul da imagem, que admite todas as possibilidades.
- quando se usa a mesa de arranque é necessário uma fonte que proporcione a primeira incandescência da vela, tal como nos motores com arranques por cabo incorporado. Com uma mesa de arranque podem-se utilizar dois tipos de clips: os autónomos ou um integrado na mesa (que se alimenta da sua mesma fonte de alimentação).
- depois de comprar uma mesa de arranque a primeira operação a realizar é regular as patilhas que fixam o chassis, de maneira a impedir que o modelo se mova e que o volante de inércia fique perfeitamente encostado à roda de borracha da mesa.
- para que a mesa de arranque possa funcionar é preciso dispor de uma fonte de alimentação bastante potente. Consoante o modelo, pode ter dois packs de baterias de seis elementos ou uma bateria de chumbo. Em ambos os casos é fundamental que estejam bem fixos no seu interior e que disponham de fichas para a carga rápida.
- para procedermos ao arranque do motor do nosso carro, seguimos um processo semelhante ao utilizado nos motores com sistema de cabo. Começamos por encher o depósito de combustível com a mistura indicada, numa proporção de 10 a 16% de nitro metano se se tratar de um motor de 2,5 cc ou de 16 a 25% se for de 3,5 cc. O passo seguinte é pressionar a bomba que se encontra na parte superior do depósito de combustível. Se o depósito não tiver bomba pressurizada, desligamos o tubo de silicone de pressurização do escape e sopramos nele, até que o combustível chegue ao carburador.
- a seguir afrouxa-se a vela, mas sem a tirar, e pressiona-se o chassis para baixo, de maneira a fazer actuar a mesa de arranque, que fará girar o volante de inércia do motor. Só se faz isto no caso de o motor ser novo ou se ainda tiver muito compressão.
- se o motor não for novo, não costuma ser preciso afrouxar a vela. Neste caso, abre-se o tambor do carburador (aceleração máxima) e pressiona-se o carro contra a mesa para que esta comece a trabalhar. Assim que roda, o volante de inércia faz o combustível chegar ao motor e prepara-o para começar a trabalhar.
- antes de se proceder ao arranque do motor é preciso ligar o emissor e o receptor, e verificar se ambos funcionam perfeitamente: se não se acelerar, o tambor do carburador deve estar quase fechado (1 mm) e, ao acelerar ao máximo, deve abrir completamente.
- a seguir coloca-se o clip de vela (convenientemente carregado) em contacto com a vela. Depois, pressiona-se o chassis para baixo de maneira a pôr a mesa de arranque a trabalhar e dão-se uns golpes ligeiros até se ouvir o ronronar característico do motor glow. Se as patilhas de fixação da mesa foram correctamente colocadas, o modelo continuará a trabalhar e com as rodas no ar, sem perigo de poder sair disparado. Então, a própria mesa de arranque servirá para fazer uma rodagem, para afinar o ralenti ou para regular a carburação do motor sem qualquer perigo.
- é importante carregar as baterias da mesa de arranque na noite anterior à sua utilização. Porém, se ocorrer um imprevisto, podem-se carregar rapidamente em meia hora com um carregador adequado. No entanto, neste caso a duração da carga será menor.

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