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Preparacao e enchimento dos amortecedores

Os amortecedores constituem um dos elementos essenciais para garantir a estabilidade do veículo. São eles que se encarregam de absorver as irregularidades da pista de maneira a garantirem o controlo do carro.
O amortecedor não é um elemento único, pois é formado por um conjunto chamado «mola-amortecedor». A mola tem a função de absorver as irregularidades do terreno, comprimindo-se e distendendo-se quando uma das rodas passa por um buraco. Se o veículo só tivesse molas, este efeito de compressão e extensão faria a roda saltar bruscamente e acabaria por descontrolar o carro. É para suavizar o efeito da mola que se utiliza o amortecedor. Os que se utilizam em automodelismo são do tipo hidráulico, isto é, que são constituídos por um cilindro fechado que se enche de óleo e por um êmbolo que penetra no seu interior, e que se distende e comprime. O óleo é o elemento «travão», ou seja, quando o óleo é mais fluido, a acção amortecedora é menor, e vice-versa. A escola do óleo é fundamental quando se carrega um amortecedor. Os melhores são os óleos de silicone. Qualquer amortecedor tem um corpo de amortecedor formado pelo cilindro que contem o óleo e que se fecha mediante uma tampa com rosca. Entre a tampa e o corpo costuma existir uma membrana de cauchu de forma semicircular, cuja missão é assimilar o volume extra quando o braço entra no amortecedor e evitar assim que o óleo se misture com o ar, pois se essa mistura acontecer o óleo perde imediatamente todas as suas características. O braço tem também um pistão com furos pelos quais passa o óleo quando o amortecedor se move. De maneira a evitar a ocorrência de fugas de óleo, colocam-se juntas tipo o’rings na junção entre o braço e o corpo do amortecedor.


- antes de proceder à carga de um amortecedor novo é necessário deitar um pingo de óleo no braço, para não danificar as juntas de silicone, sobretudo na parte com rosca. O amortecedor, como qualquer elemento mecânico do carro, é uma peça de precisão que deve ser tratada com bastante cuidado.


- verifique se não existe qualquer ponto de bloqueio, subindo e descendo o braço ao longo de todo o seu curso. Esta operação deve ser realizada muito suavemente, pois a lubrificação é escassa neste estado de carga do amortecedor.

 


- puxamos o braço até ao topo. Colocamos o conjunto na vertical. O ideal é arranjar um suporte que o mantenha firmemente nessa posição. Pode utilizar uma jante de carro ou outros objectos para esse fim, que se podem comprar nas lojas de automodelismo.

 


- pega-se em óleo especial para amortecedores, com a densidade escolhida, e enche-se o amortecedor até acima. Este processo realiza-se lentamente para que se forme o menor número de bolhas de ar possível. Desta maneira acelera-se todo o processo.

 


- pegue no amortecedor e comece a mover o braço para dentro e para fora do corpo do amortecedor. Repara que começam a sair muitas bolhas de ar, pois o ar da parte posterior do pistão é substituído pelo óleo que despejou para o interior. Nesta fase deixe repousar o amortecedor no suporte até que desapareçam todas as bolhas de ar. O tempo depende da densidade do óleo utilizado: os óleos mais espessos podem demorar varias horas a expulsar as bolhas, mas com os mais fluidos o processo dura apenas alguns minutos.
- verifique de novo se não fica qualquer bolha de ar no interior, movendo o braço com muito cuidado para não chegar com o pistão até ao extremo superior, pois poderia voltar a entrar ar e seria preciso repetir o processo anterior.

 


- introduza um terço do comprimento do braço no corpo do amortecedor e, a seguir, coloque a membrana semicircular de cauchu no corpo do amortecedor, como se vê na imagem. Como pode acontecer que o excesso de óleo transborde, convêm ter à mão um pano ou, melhor ainda, papel de cozinha.


- pressione com o dedo a membrana ao mesmo tempo que distende o braço. A membrana cola-se ao corpo do amortecedor por sucção. No interior do amortecedor já não há ar, pois foi substituído pelo óleo especial de carga. Limpe o excesso de óleo que derramou para fora do corpo do amortecedor, com cuidado para não tocar na membrana de modo a que esta não se mova da sua posição e não receba ar do exterior.
- pegue na tampa do amortecedor e enrosque-a com muito cuidado para não alterar a posição da membrana, o que provocaria a entrada de ar e a correspondente formação de bolhas.

 

 

- verifique o funcionamento do amortecedor introduzindo e puxando o braço varias vezes. De deslizar de forma contínua e progressiva, sem ressaltos nem variações de comportamento, significa que realizou correctamente toda a operação.

 

- existem amortecedores com os quais é preciso seguir outro método, pois é impossível enroscar a tampa com a membrana colada no corpo do amortecedor.

 


- a seguir, introduza o conjunto da tampa e a membrana no corpo do amortecedor, enroscando-a muito suavemente para que vá expulsando o resto de óleo. Quando tiver dado umas voltas à rosca, introduza ligeiramente um terço do braço do amortecedor.

 

- aperte até ao topo, limpe os restos de óleo com papel de cozinha e verifique o funcionamento do amortecedor.

 

 

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