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As carroçarias dos modelos de radio control são quase sempre de lexan ou de policarbonato. Trata-se de materiais muito resistentes aos embates e bastante flexíveis para absorverem impactes de certa intensidade, o que não significa que sejam indestrutíveis.
O plástico da carroçaria pode estalar devido a um embate de grande violência ou a vários choques consecutivos. Se a fissura for pequena e permitir que o carro continue a rolar na pista, deve-se ter presente que vai ser preciso repará-la em casa para que não fique pior da próxima vez que se vá para a pista. Se o estrago for grande e não permitir que se continue a rolar pela pista, deve-se resolver o problema no local. Por isso é que é necessário levar sempre uma caixa de ferramentas quando se vai andar com o modelo. Este tipo de carroçaria permite reparar praticamente qualquer problema. No entanto, deve-se saber que, quando se está em plena competição, uma carroçaria danificada não proporciona as mesmas performances do que outra em perfeito estado. Embora se possa ficar com a impressão que a reparação foi bem feita, pode acontecer que com o carro em funcionamento a pressão do ar comprima a carroçaria em demasia contra o solo e esta roce nos pneus, ou qualquer outro problema semelhante. Assim, uma carroçaria danificada e reparada é aceitável para treinar, mas a sua utilização em competições oficiais é desaconselhável. Os utensílios e as ferramentas necessários para reparar as carroçarias são poucos e a maioria das vezes já se encontram na caixa de ferramentas, pelo que se a carroçaria é do nosso agrado e pode ser aproveitada para treinar durante mais alguns fins-de-semana, porque não repará-la?
- além de ser muito importante do ponto de vista da aerodinâmica do veículo, a carroçaria também é um cartão de visita no mundo do automodelismo. Existe uma convicção geral de que uma carroçaria bonita e bem preparada é sinónimo de uma mecânica em boas condições.
- para reparar carroçarias são necessários os seguintes materiais: cola - que pode ser cianoacrílica com activador ou daquela que se funde com as pistolas de calor -, produtos de limpeza como álcool, lixa e papel de cozinha, materiais de reforço, como fita gomada americana e fita com fibra de vidro.
- também se pode usar um alicate de rebites para unir zonas muito deterioradas, cortanto porções de lexan que sobraram quando se recortou a carroçaria. Para esta operação também é preciso um berbequim para abrir os furos para os rebites. Antes de realizar qualquer reparação é imprescindível limpar muito bem a carroçaria, sobretudo por dentro. Para isso utiliza-se água e sabão. A seguir, seca-se com papel de cozinha ou com o ar quente de um secador de cabelo.
- a operação seguinte consiste em lixar a zona danificada pelo interior da carroçaria. A lixa tem que ser de grão fino e há que ter muito cuidado para não danificar a camada de tinta que se observa pelo exterior. Depois deita-se um pouco de álcool a 96% numa folha de papel de cozinha e limpa-se toda a superfície que irá ser reparada.
- existem vários métodos para reparar ou reforçar uma carroçaria. Em primeiro lugar, pode-se aplicar cola com a pistola de calor para a reforçar. Para isso, liga-se a pistola até que esteja bem quente e depois aplica-se uma pequena quantidade de cola.
- alisa-se a cola com um dedo previamente humedecido em água. É preciso ter cuidado porque a cola está quente, razão pela qual se humedecem os dedos. Além disso, isto evita que a cola se agarre aos dedos.
- este método dá bons resultados para reparar carroçarias que têm danos nos orifícios dos suportes do chassis, algo muito frequente na modalidade de Rally, na qual os capotamentos são frequentes. Neste caso não será apenas necessário aplicar cola pelo interior, mas também pelo exterior, pois esta só se notará se os suportes forem barras transparentes.
- há carroçarias que têm saliências laterais pronunciadas ou suportes para ailerons que estão sempre expostos a quebras ou a estalar; neste caso pode-se encher o interior com cola ou, se a superfície afectada for muito extensa, com um pedaço de espuma e fita adesiva pelos dois lados.
- outro método, neste caso para a reparação de fissuras na carroçaria, consiste no uso de cola cianoacrílica, um produto com forte poder adesivo. A primeira coisa a fazer é posicionar as peças (para isto pode-se recorrer a uma pinça ou a um alicate de pontas finas) e aplicar uma fina camada na zona. Imediatamente a seguir à aplicação da cola cianoacrílica é preciso pulverizar a zona com o activador de secagem. Este serve para acelerar o processo de colagem, pois qualquer movimento que se faça antes de a cola ter endurecido impede uma fixação correcta e de longa duração.
- se a fractura é numa zona crítica que, por exemplo, suporte a pressão aerodinâmica do ar quando o carro está em movimento, então há que reforçá-la pela parte interior da carroçaria com um pedaço de lexan que se adapte à sua forma.
- coloca-se o pedaço de lexan e aplica-se a cola cianoacrílica na face que se vai colar. É conveniente limpar antes o lexan com álcool. Pressiona-se a peça contra a carroçaria e depois aplica-se o activador de secagem da cola para acelerar o processo.
- as denominadas «cavas das rodas» estão muito expostas a fracturas. Se acontecem em plena competição e não se dispõe do material necessário, pode-se usar uma simples braçadeira de plástico para unir as duas partes. Para isso há que fazer um furo em cada uma das partes e introduzir a braçadeira.
- outro método de reparação de carroçarias consiste em rebitar um bocado de lexan pelo interior. Se se aplicar mais um pouco de cola com a pistola de calor ou de cola de silicone, a carroçaria ficará com um reforço adicional. Este método é usado em modelos à escala 1/8 ou maiores.
- a seguir aplica-se fita americana ou fita reforçada com fibra igual à que se usa nas embalagens, tanto pelo interior como pelo exterior da carroçaria. Com esta maneira tão simples é possível resolver um problema que tanto pode acontecer numa corrida como num treino.
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