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Quando se fala da altura do chassis de qualquer veículo a motor, pensa-se sempre nas suas performances. Se, por exemplo, virmos um carro muito baixo, pensaremos que está preparado para competição ou então que a potência do seu motor foi aumentada e que se baixou a distancia ao solo para lhe dar mais aderência ao negociar as curvas a toda a velocidade.
A altura de um veículo está directamente relacionada com a sua estabilidade e é outro dos parâmetros que se regula mediante os elementos da suspensão do carro. É evidente que um carro que anda por caminhos de terra cheios de buracos e lombas não pode ter a mesma altura que outro que circula em pisos de asfalto liso; cada um tem necessidades diferentes, embora ambos procurem percorrer o circuito no menor tempo possível. No primeiro caso, é evidente que não se pode reduzir a distância ao solo e por isso, para andar mais depressa, será necessário estabelecer um compromisso de maneira a que as suspensões tenham um curso suficiente para que o chassis não esteja sempre a roçar no solo. Num modelo de rádio control o efeito da distância ao solo é igual ao dos automóveis reais. De facto, os mecânicos de competição regulam a altura do chassis com uma precisão da ordem do milímetro tanto num caso como no outro.
Em resumo, podemos definir a altura do chassis como a distância que o separa do solo quando o carro está em repouso. Esta altura deve ser o mais reduzida possível a fim de baixar ao máximo o centro de gravidade do veículo para que este tenha mais estabilidade.
Regulação da altura do chassis
Quem tem um carro de Rally circula provavelmente por todo o tipo de pisos, uns dias no asfalto e noutros por acidentadas pistas de terra. Por este motivo, quem tem um modelo com estas características deve conhecer na perfeição as técnicas de afinação e os efeitos da distância do chassis ao solo.
Pode-se dizer que existem duas alturas com um carro parado: uma é delimitada pela geometria dos trapézios e pode ser afinada mediante parafusos; a segunda regula-se através da pré-carga das molas dos amortecedores. A primeira pode-se denominar altura total e a segunda altura em repouso.
- método de afinação da altura total: é necessário proceder a uma afinação muito precisa desta altura em cada eixo. Para a modificar costuma-se actuar nuns parafusos Allen sem cabeça embutidos nos trapézios inferiores que fazem topo no chassis. Chama-se a estes parafusos «down stop» ou prisioneiros e têm uma influência capital no comportamento dinâmico do veículo.
A primeira e mais importante das regras é que num mesmo eixo a altura das mangas de eixo e, portanto, das rodas ao solo, tem que ser igual. Isto proporcionará um comportamento normal do carro a qualquer momento. Uma consequência habitual de uma ma afinação neste ponto é o carro andar de lado nas rectas e ser preciso estar sempre a corrigir a sua trajectória.
Se o modelo não tiver os tais prisioneiros, estes terão que ser fabricados por nós, em especial para o eixo dianteiro, o que não é uma operação difícil. Para isso localiza-se um ponto nos trapézios inferiores, o mais perto possível das mangas de eixo, mas desde que haja chassis por baixo, para que quando se instale o prisioneiro este possa fazer topo com o chassis. A seguir marcam-se e desmontam-se os dois trapézios inferiores dianteiros. Com um berbequim abre-se um orifício de 2 mm no sítio marcado, perpendicular ao trapézio. Enrosca-se o prisioneiro até que, depois de atravessar o trapézio, fique nivelado mesmo pelo outro lado.
A regulação tem que ser feita com os pneus montados e é preciso verificar se ambos têm o mesmo diâmetro, pois caso contrário a afinação não ficaria correcta.
Ao definirmos o sítio para a instalação dos prisioneiros temos que ser previdentes para que estes se possam afinar sem ser preciso desmontar nada e que o sítio fique o mais acessível possível. Com os prisioneiros, além de se regular a altura de acordo com a pista onde se anda, o carro fica com um melhor comportamento dinâmico e não «foge» para um dos lados.
 
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