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Depois da habituação à condução básica do modelo a fase seguinte consiste numa deslocação a um circuito permanente ou traçar uma pista com uma configuração semelhante às que se utilizam nas competições, isto é, muito maior e mais exigente do que aquelas onde se treinou até agora.
Num circuito apropriado há sempre condições para se rodar a uma velocidade muito superior. No entanto, a largura da pista não ultrapassa os 3 ou 4 m para uma extensão total do circuito de mais de 200 m. os treinos realizados antes, por exemplo num parque de estacionamento, serão agora muito úteis.
No inicio desta fase da aprendizagem o ideal é rodar sozinho (sem outros carros na pista) até se conhecer o circuito e depois de se tentar alcançar as velocidades a que os outros carros circulam, embora nas primeiras voltas não se deva andar muito depressa pois é inevitável que o carro se despiste varias vezes. Começa-se a aumentar a velocidade quando nos sentimos seguros a rodar nessa pista ao competirmos com outros pilotos, primeiro de maneira informal e, mais tarde, participando em corridas organizadas. Um conselho importante para conduzir ao lado de outros participantes é não olharmos apenas para o nosso carro: deve-se ter sempre uma visão um pouco mais ampla que permita observar alguns metros mais adiante do modelo e assim evitar muitos acidentes, como por exemplo embater noutro modelo que tenha ficado parado ou que derrape à frente do nosso e muitos outros incidentes que podem surgir na pista.
Depois de alcançado um bom domínio do veículo pode-se começar a andar mais depressa, até se chegar aos limites de aderência do carro. Na pilotagem de competição conjugam-se três factores diferentes, mas que têm que estar perfeitamente interligados: circuito, piloto e modelo.
No circuito há que ter em atenção uma serie de aspectos:
- a trajectória ideal: é fundamental para uma boa pilotagem. Consiste em saber por onde se deve passar para se poder ir o mais depressa possível, ou seja, identificar uma trajectória óptima, denominada trajectória ideal, que permite ganhar segundos ao cronómetro. Pode-se dizer que a trajectória é a linha imaginária que o veículo descreve quando circula pela pista. Em cada curva inclui um ponto de viragem de entrada em curva e uma saída da mesma. A trajectória ideal é aquela que permite a máxima velocidade para negociar uma curva com o mínimo de viragem do volante.
Depende em grande medida da largura da pista e do desenho das curvas. O que se pretende ao seguir a trajectória ideal é tornar as curvas «menos curvas», suavizando os seus ângulos para nos aproximarmos o mais possível de uma linha recta, que é a maneira de andar mais depressa. No entanto, o objectivo não é percorrer menos espaço mas sim fazê-lo com mais rapidez.
- traçado das curvas: a diferença de tempos entre dois pilotos é geralmente determinada pela velocidade a que os seus respectivos modelos negoceiam as curvas, pois sem recta as performances dos carros são muito semelhantes em cada uma das especialidades. Para estudar a trajectória ideal deve-se começar por conhecer as características de cada curva; neste sentido, é conveniente estabelecer uma classificação das mesmas e a trajectória ideal para cada caso.
- curva de raio regular: deve-se traçar segundo um esquema «exterior-interior-exterior», ou seja, aborda-se a entrada da curva pelo ponto mais exterior, desloca-se o carro progressivamente para o interior para passar pela tangente da curva e voltar a sair pelo exterior dela. É assim que se traça a trajectória «menos curva» e se aumenta a velocidade com que é negociada, percorrendo menos espaço, embora não o menor possível.
- curvas complexas: são formadas por várias curvas entrelaçadas, entre as quais se podem destacar as chicanes e os «esses».
Neste tipo de traçado o mais importante é dar preferência à última curva, mesmo sacrificando a velocidade nas primeiras, para se colocar perfeitamente no traçado da última e se poder acelerar mais cedo, quando se inicia recta. As chicanes devem ser negociadas seguindo uma trajectória o mais recta possível, passando pelos pontos tangenciais das suas curvas, mas dando sempre preferência à ultima se houver uma recta a seguir.
Outro aspecto que convém saber é que as derrapagens fazem perder tempo, porque qualquer redução da aderência num dos dois eixos origina uma perda de tempo e desgaste dos pneus. Na modalidade de Grande Escala 1/5, por exemplo, é fundamental manter os pneus a uma temperatura adequada; se se derrapar demasiado, estes aquecem e perdem eficácia.

 
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