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Assistir a uma competição, travar novas amizades com pilotos e mecânicos já consagrados, entrar pouco a pouco no mundo mágico da competição e sentir atracção por ele é algo indescritível.
Depois disto só falta dar o ultimo passo e deixar de assistir às corridas a partir das bancadas para passar a participar nelas conduzindo o nosso próprio modelo no palanque ao lado de muitos outros pilotos. Existirá algo melhor e mais emocionante para qualquer praticante de automodelismo? Não há nada como dar asas à imaginação e experimentar este mundo à escala com todos os sentidos porque o automodelismo de rádio control é automobilismo de competição mas ao alcance da nossa mão. Para os mais novos, que gostariam de seguir o caminho de Pedro Lamy, Carlos Sousa ou Tiago Monteiro, o primeiro passo será começarem a participar nas muitas corridas, oficiais ou não, que se organizam em diferentes pontos de Portugal. Se, a partir daí, as ambições desportivas permitirem ir mais longe, é mais do que certo que a trajectória irá conduzir à participação em corridas organizadas a nível nacional e, posteriormente, internacional, pois o automodelismo de rádio control é um hobby-desporto que está difundido por todo o Mundo e, como já sabemos, possui regulamentos comuns.
Desde modo, a competição poderá servir não só para nos superarmos como também se tornará uma actividade absorvente que nos distrairá da rotina da vida quotidiana.
O caminho a percorrer
O primeiro passo é tornar-se sócio de um clube de automodelismo de rádio control. Há muitas cidades onde existem clubes que organizam provas com alguma regularidade, mas é preciso que o nosso modelo pertença à modalidade e à escala mais praticada por esse clube.
A modalidade de Rally não é reconhecida oficialmente a nível internacional nem nacional, mas é fácil improvisar pistas praticamente em qualquer lugar: os parques de estacionamento dos hipermercados, por exemplo, são espaços ideais para organizar circuitos magníficos (como é natural, aos domingos ou feriados, quando estas lojas estão fechadas).
Em Portugal, a melhor maneira de conhecer os clubes existentes na zona de residência é contactar a loja de modelismo mais próxima e pedir informações. Geralmente, as vantagens de pertencer a um clube são: a obtenção de uma licença de piloto, que é barata e costuma incluir um seguro de acidentes na eventualidade de se perder o controlo do modelo e causar danos a terceiros. Portanto, é aconselhável que se possua a referida licença o mais cedo possível. Para Lisboa, um contacto possível é o CRO (Clube de Radiomodelismo de Oeiras – com pista em Sintra); para Coimbra, o contacto poderá ser a Secção de Radiomodelismo da Associação Académica de Coimbra; na Povoa de Varzim a Pista Matriz; para o Porto, a Associação Desportiva e Recreativa de Radiomodelismo do Porto. A realização de uma prova numa cidade pressupõe, normalmente, a existência de pelo menos um clube nessa região. Alem disso, esse clube até pode ter uma pista permanente ou os meios necessários para improvisar e desfrutar deste hobby durante os fins-de-semana e feriados.
Para participar numa corrida, a primeira coisa a fazer é a inscrição, geralmente por telefone ou fax. Dá-se o nome, o número de sócio e a frequência de emissão com que se vai participar. Feito isto, falta apenas preparar o carro e levar a cabo as operações de rotina que se efectuam sempre que se vai treinar com o modelo, como carregar as baterias do receptor e do emissor, as da mesa de arranque e o «cachimbo da vela» se a modalidade em questão for com motor de explosão, ou a carga de packs suficientes de baterias de propulsão se a modalidade em questão for para motores eléctricos.
Em resumo, é preciso preparar tudo metodicamente para não esquecer nada que nos possa impedir de marcar presença na grelha de partida.
 
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