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A precisão do emissor quando interpreta as ordens do piloto e as transmite ao receptor depende da afinação que o próprio piloto leve a cabo a partir de uns parâmetros básicos para o bom comportamento do veículo.
Durante o processo de conversão em sinais – primeiro eléctricos e depois electromagnéticos – das ordens que o piloto quer transmitir ao veículo através do emissor, os valores introduzidos nos parâmetros que definem a afinação predefinida dos dispositivos que regem os canais da direcção e da aceleração vão influenciar decisivamente o seu comportamento. A maior parte dos emissores tem um conjunto de parâmetros sobre os quais o piloto pode actuar, digital ou manualmente, para obter uma afinação básica a fim de melhorar a eficiência global do seu equipamento transmissor e a eficácia do modelo uma vez posto na pista. Qualquer emissor apto para a prática do automodelismo tem que ter pelo menos dois controlos independentes, que permitam aumentar ou diminuir em simultâneo a aceleração do motor do veículo e modificar a cada momento a trajectória que este descreva. Cada um destes controlos precisa de um canal próprio para que, entre outros aspectos, o envio simultâneo de sinais para o receptor se possa realizar sem que exista o mais pequeno risco de colisão entre ambos. Apesar de terem um aspecto exterior diferente, tanto os emissores de sticks como os de volante partilham este incontornável princípio de concepção interna. O «modo» final de uso de ambos os tipos de emissor, capaz de dividir os pilotos se atendermos às suas preferências, também não significa que a afinação interna dos parâmetros que incidem no comportamento final de cada canal seja diferente. Em vez de complicar a codificação dos sinais que o emissor deverá transmitir ao recepto do veículo (conversão de impulsos electromagnéticos em informação binária), a disponibilidade destes parâmetros e a possibilidade de ajuste que ofereça o emissor através dos seus trims ou menus de afinação traduzir-se-á numa maior capacidade de controlo final sobre o comportamento do chassis.
Pormenores importantes
Do ponto de vista da afinação básica do emissor, qualquer aspecto, por mínimo e insignificante que possa parecer, traduz-se num melhor ou pior controlo do modelo. Portanto, não se devem passar por alto questões relacionadas com o próprio design do transmissor aquando da sua compra. Ergonomia, repartição de pesos, grau de elasticidade dos sticks ou do volante e do gatilho, acessibilidade aos botões de afinação, operacionalidade da interface… tudo irá influir decisivamente no seu funcionamento.
Antes de mais, consegue-se uma melhor condução se os pivôs moveis dos emissores de sticks para cada um dos seus canais principais possuem o grau de elasticidade adequado, ou se a liberdade de movimento do volante do canal da direcção e o grau de elasticidade do gatilho de aceleração nos emissores de volante forem os ideias. Em qualquer caso, o grau de elasticidade depende da pré-carga das molas que os suportam, pelo que se deve efectuar a nossa primeira afinação básica a partir destes elementos. Uma vez resolvido o problema do «tacto», incide-se a um nível muito básico no da precisão de cada um dos canais. Mediante o uso de trims, em geral ligados fisicamente ao canal da direcção e ao de aceleração, pode-se encontrar o ponto neutro de um servo para que, quando o canal não se utilize, o carro se desloque em linha recta ou permaneça em ponto-morto, ou para que um servo concentre uma maior capacidade de rotação concreta.
 
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