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As barras estabilizadoras constituem um elemento muito importante para o comportamento dinâmico de um carro de rádio control. Estes dispositivos proporcionam uma união elástica entre as suspensões direita e esquerda de um mesmo eixo, o que significa que servem de união mecânica entre estes dois semieixos de um mesmo eixo, o que pressupõe uma diferença eficaz quando um veículo descreve uma curva.
No automodelismo de rádio control as barras estabilizadoras são geralmente constituídas por varetas de aço, as popularmente denominadas «cordas de piano», que se utilizam com diâmetros que oscilam entre 1 e 6 mm, dependendo da escala e da modalidade, bem como do efeito pretendido. Na verdade, determinadas categorias requerem barras estabilizadoras mais grossas, e são as que evoluem unicamente em pistas de asfalto, nas quais a aderência deste tipo de piso as tornam totalmente indispensáveis para se poder andar realmente depressa.

Que é uma barra estabilizadora?
Pode-se dizer que uma barra estabilizadora é uma mola, mas com uma forma especial que não tem nada que ver com as molas que se utilizam habitualmente nos amortecedores. No entanto, actua do mesmo modo, absorvendo a energia de um lado e restituindo-a do outro.
O objectivo principal de uma barra estabilizadora é evitar que o eixo no qual está instalada tenha um balanço pronunciado, isto é, reduzir a inclinação do chassis quando o veículo está a negociar uma curva.
O seu funcionamento é simples. Imaginemos, por exemplo, que o carro entra numa curva para a direita: a acção da força centrífuga fará com que o veículo tenda a inclinar-se para a esquerda, algo fácil de confirmar na prática a bordo de um automóvel real. As suspensões reagem a esta força da seguinte maneira: as do lado esquerdo sofrem uma compressão e as do lado direito uma extensão. Com a instalação de uma barra estabilizadora o que esta faz é transmitir o movimento de compressão da roda esquerda à roda direita, que tem como efeito a tendência a levantar a referida roda. No entanto, como a força da gravidade é superior à força de elevação exercida pela barra estabilizadora, a roda direita não chega a descolar do solo. Em resumo, o que se produz é uma menor inclinação do chassis e, portanto, o balanço diminui.
Aumento do efeito de uma barra estabilizadora
A maneira como trabalha uma barra estabilizadora tradicional, constituída por uma «corda de paino» dobrada simetricamente e encaixada nos trapézios mediante rótulas, é dupla: por um lado trabalha em torção na sua parte central, pela qual está unida aos tabiques do chassis ou à célula de um eixo; por outro, em flexão, na sua união com os trapézios direito e esquerdo de um eixo. Para aumentar o efeito desta barra existem as seguintes opções:
- aumentar o diâmetro da barra, pois como se trata de uma mola, como já foi referido, obedece às leis destas e por isso um aumento do diâmetro do cabo provoca uma maior rigidez e, consequentemente, o efeito também e maior.
- diminuir o comprimento da barra na zona onde se une à célula, ou seja, quando trabalha em torção. Quanto menor for o comprimento desta maior será o efeito da barra estabilizadora.
- diminuir o comprimento da zona em que trabalha em flexão: quanto menor for esta distancia maior será o efeito da barra.
- diminuir o ângulo de inclinação da barra quando trabalha em flexão porque a menor inclinação (a barra dobra-se menos) maior é o seu efeito.
- por outro lado, os materiais utilizados influenciam significativamente o trabalho da barra estabilizadora. Têm que ser sempre de aço, sendo os de melhor qualidade os que melhor se comportam, ou seja, que também aumentam o efeito da barra estabilizadora.
- o uso de rotulas de qualidade, sem folgas na união da barra com os trapézios, aumenta a precisão e o efeito da barra estabilizadora.
 
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