|
Uma bateria é um aparelho em cujo interior se produzem uma serie de reacções químicas que se transformam em corrente eléctrica quando se fecha o circuito de que fazem parte.
No automodelismo de rádio control é conveniente dispor de uma fonte de energia à qual seja possível recorrer muitas vezes sem ter que gastar dinheiro sempre que se vai andar com um modelo. As baterias recarregáveis preenchem estas condições e, alem disso, são de manutenção muito simples, duram muito tempo (mais de 1000 ciclos de carga e descarga), suportam uma ampla gama de temperaturas, podem-se guardar sem se deteriorarem e, em resumo, acabam por ser muito mais baratas do que as pilhas secas. É por todos estes motivos que se utilizam baterias recarregáveis, mais correctamente chamadas acumuladores. As mais utilizadas são as de níquel-cádmio (Ni-Cd), mas nos últimos anos têm alcançado uma grande difusão umas novas baterias, denominadas de níquel-hidruro metálico (NiMH), que ultrapassam as anteriores em muitos aspectos, sendo o principal o facto de não poluírem o meio ambiente. Estas baterias encarregam-se de pôr todo o sistema electrónico do carro em funcionamento, desde o envio dos sinais do transmissor para o receptor, até realizarem o movimento mecânico dos servos de direcção e de acelerador/travão. As mais generalizadas são as do tipo R6, também denominadas AA, e tem o tamanho e a forma das pequenas pilhas que se vendem para certos electrodomésticos. Ultimamente, e com o aparecimento das baterias de níquel-hidruro metálico, tende-se para um tamanho ainda mais pequeno, denominado AAA. Isto tem a vantagem de reduzir o peso morto do veículo e, consequentemente, aumentar as performances, sobretudo em aceleração e travagem.
As baterias utilizadas no automodelismo de rádio control são geralmente de grande capacidade – hoje em dia não se concebe um pack com menos de 600 miliamperes. Isto deve-se ao facto de os servos serem cada vez mais potentes e velozes, pelo que exigem mais energia para trabalhar e, o que é mais importante, uma autonomia suficiente para se poder andar com o modelo o máximo de tempo possível.
Autonomia
É necessário saber que a autonomia, ou duração das baterias com o carro em funcionamento, depende de vários factores que estão relacionados com os elementos do rádio e, para lá deste, estendem-se às varetas, ou braços de comando, e são os seguintes:
- capacidade das baterias: quanto maior for a capacidade, maior será a autonomia. A capacidade mede-se em miliamperes (mAh) e varia sobretudo entre as de Ni-Cd e as de NiMH. As primeiras costumam ter como máximo uma capacidade de 1000mAh, ou seja um ampere, ao passo que as segundas chegam actualmente até aos 2500 mAh no mesmo formato AA. Pode-se dizer que numa utilização normal, com um pack de 600 mAh é possível pilotar duas horas utilizando servos normais e com 2500 mAh isso daria para o dia inteiro. Este facto favoreceu a difusão dos elementos AAA e NiMH, muitos mais leves e com uma capacidade superior a um ampere.
- os servos: a energia que as baterias fornecem proporciona a potência e a velocidade dos servos de direcção e acelerador/travão, de maneira que um servo de gama alta com muitos quilogramas de força e uma velocidade elevada, consumirá muito mais energia (e terá menos autonomia) do que um servo corrente dos que, em geral, acompanham os equipamentos de rádio que não são de gama alta.
- a influência do número de elementos: no receptor podem-se instalar quatro ou cinco elementos, que darão uma voltagem de quatro a seis volts. Utilizando quatro elementos a autonomia é superior àquela que se obtém com cinco, embora os servos tenham menos potência e velocidade. Quando se usam os porta-bandeiras que vêm nos equipamentos de rádio só existe a hipótese de utilizar quatro elementos. Quem optar por outro tipo de packs pode escolher os cinco elementos, que são os mais usados em competição quando se pretende tirar o máximo proveito das performances do veículo.
- as varetas: este aspecto, a que muitas vezes não se presta a devida atenção, sobretudo pilotos iniciados, é no entanto de importância vital para obter o rendimento máximo dos servos, para ter uns bons travões e para que a condução do modelo seja fácil. No âmbito do assunto que estamos a tratar, ou seja, a autonomia das baterias, para que esta não seja penalizada todo o conjunto de varetas e rótulas deve mover-se com fluidez, sem atritos nem pontos de maior resistência. Se não for assim, os servos terão que realizar um trabalho suplementar, além das suas funções, aquecerão em excesso e consumirão uma maior quantidade de energia.
 
|