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As mesas (ou caixas) de arranque utilizam-se, como o nome indica, para levar a cabo mais facilmente o arranque dos motores de explosão dos modelos. Alem disso, com o seu uso em competição melhora-se a fiabilidade, a comodidade e a rapidez de uma operação com a qual é sempre importante perder o mínimo de tempo possível.
Em meados da década de 1990 o notável aumento da potência dos motores de explosão tornou a utilização das mesas de arranque praticamente imprescindível para qualquer piloto de automodelismo. Assim, abandonaram-se os sistemas de arranque por cabo ao nível da competição, embora continuem a ser utilizados com excelentes resultados nos motores integrados nos chassis de iniciação à escala 1/10. De inicio artesanais e volumosas, a evolução e o sucesso das mesas de arranque ficaram-se a dever em grande parte à marca Serpent, que impôs o design compacto destas caixas.
Hoje em dia, e independentemente do fabricante, são dispositivos de peso e dimensões reduzidos, que, em certos casos, permitem uma grande polivalência que os torna aptos para serem usados em qualquer modelo, pelo menos na mesma modalidade.
As primeiras mesas de arranque
As primeiras mesas de arranque mais não eram do que simples bases de apoio nas quais, de forma mais ou menos arbitraria e dependendo do modelo a que se destinavam e do design e posição do motor térmico dentro deste, se alojavam um motor de arranque manual, uns suportes para a colocação do chassis na posição adequada, um circuito eléctrico capaz de fornecer corrente com uma determinada tensão (por exemplo, de 1,5 volts) à vela de ignição e o sistema de alimentação, autónomo se nesse artefacto havia espaço para alojar uma bateria seca de chumbo. A finalidade do dispositivo era fazer coincidir de forma mais ou menos fácil e rápida o volante de inércia do motor de explosão com o volante de arrasto do motor de arranque incorporado na caixa, ao mesmo tempo que se aquecia a vela com a corrente fornecida. Como é lógico, o peso do motor de arranque e da bateria de chumbo, ambos de grandes dimensões quando comparados com os que existem hoje em dia, faziam destas mesas artesanais artefactos pouco práticos, razão pela qual não demoraram muito a aparecer modelos de mesas de arranque concebidas pelos próprios fabricantes dos veículos, mais fáceis e cómodas de utilizar.
Mesas de arranque «pequenas»
O principal objectivo dos fabricantes ao conceberem as mesas de arranque foi, antes de mais, reduzir o seu tamanho. Desde que apareceram, as mesas têm vindo a tornar-se cada vez mais pequenas. Nesta corrida pela diminuição das dimensões o motor desempenhou sempre um papel fundamental. Nas primeiras mesas de arranque «pequenas» os motores muito grandes e pesados, instalados mediante braçadeiras – alguns eram verdadeiros motores de máquina de lavar -, foram substituídos por potentes e simultaneamente mais pequenos motores eléctricos, que neste caso se montavam em sólidas bancadas de nylon, capazes de absorver as vibrações que o elevado regime de rotação do motor podia gerar. Nestes motores a roda arrancadora partia sempre do próprio eixo do motor. Isto exigia que se dispusesse de um motor capaz de proporcionar um binário elevado, dai também a necessidade de uma bateria de grandes dimensões capaz de lhe fornecer a energia necessária. Estas mesas de arranque eram mais pequenas do que as suas antecessoras graças ao facto de as dimensões do motor permitirem colocar a bateria no seu interior, mesmo quando se tratava de uma bateria de 12V de chumbo ou de gel, juntamente com o resto das ligações para o arranque e a saída de 1,5V para a vela. Noutras mesas, a redução das dimensões, que chegavam quase às denominadas mesas compactas, conseguia-se eliminando a bateria do seu interior.
Mesas de arranque «compactas»
A Serpent, a conhecida marca holandesa que fabrica modelos de rádio control, foi quem lançou no mercado as denominadas caixas de arranque «compactas».
 
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