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O comportamento dinâmico de um veículo tem muito a ver com o mundo da física, mas não é o momento para entrar em profundas e complexas discussões teóricas, pelo que o assunto será tratado de um ponto de vista essencialmente pratico, sempre tendo em atenção a sua influência directa sobre o veículo. Daremos os padrões para se poderem alterar os centros de balanço de um automodelo. Seguindo este critério, insistiremos na influência dos centros e forças que actuam sobre o carro em movimento.
O centro de gravidade
O centro de gravidade é um ponto imaginário situado no veículo no qual se podem considerar centradas todas as forças que actuam sobre o mesmo. A sua localização é fundamental para o equilíbrio do carro, tanto em aceleração e travagem como ao descrever uma curva. Nesse tal ponto imaginário é como se se concentrasse toda a massa do veículo.
Se o carro está parado, o seu peso reparte-se pelas quatro rodas numa proporção que depende da posição do centro de gravidade.
Consequentemente, para se alterar a posição do centro de gravidade seria preciso mudar os pesos aplicados a cada roda e, como os elementos que constituem o carro estão fixos, esta operação seria muito complicada e pouco aconselhável. No entanto, a altura a que está situado o centro de gravidade é um factor ainda mais importante, porque da mesma depende o comportamento de veículo em movimento, uma vez que quando um modelo entra numa curva entram em acção uma serie de forças, das quais a mais importante é a força centrífuga, que tende a «atirar» o modelo para fora da curva. Contundo, ainda existe outra força que faz balançar o carro em torno do seu eixo e tudo isto produz uma fenómeno conhecido como balanço do veículo. Este mesmo fenómeno ocorre quando se acelera ou trava; neste caso as forças que actuam denominam-se forças polares e também têm uma grande influência na estabilidade do modelo.
Já todos ouvimos os auto modelistas dizerem ou já lemos em revistas da especialidade que é preciso conseguir um centro de gravidade o mais baixo possível, mas… porquê? A razão é muito simples: quando um carro descreve uma curva e actuam as forças que descrevemos mais atrás, a posição de centro de gravidade determina o comprimento do braço de alavanca que actua sobre o carro, responsável pelo balanço, de maneira que quanto mais alto estiver o centro de gravidade, maior será o braço de alavanca e, portanto, o balanço será mais pronunciado. Em resumo, a posição do centro de gravidade está intimamente relacionada com a inclinação do carro e uns novos centros de forças.
O centro de balanço
A geometria da suspensão e a posição dos trapézios de um carro determinam o comportamento dinâmico do mesmo. Assim, se desenharmos os trapézios da suspensão, tanto o superior como o inferior, e prolongarmos as suas linhas imaginárias até que se interceptem, ficará determinado um ponto; a este ponto chama-se centro instantâneo de rotação.
Se agora traçarmos uma linha que passe por este pronto e pelo ponto de contacto da roda com o solo, esta cortará o eixo vertical que divide o veículo no seu ponto médio. A este segundo ponto chama-se de balanço e está sempre situado por baixo do centro de gravidade no eixo vertical do veículo. O referido centro de balanço existirá tanto no eixo dianteiro como no eixo traseiro. Se unirmos com uma linha ambos os pontos de balanço correspondentes ao eixo dianteiro e traseiro, obteremos então o eixo de balanço do carro, que é um parâmetro de grande importância para o seu comportamento dinâmico. Da posição do centro de gravidade em relação a este eixo de balanço depende a estabilidade do carro, tanto em recta como em curva, quando está em movimento. Quanto a todos estes parâmetros podemos enunciar a seguinte lei geral: quanto maior for a distancia entre o centro de gravidade e o centro de balanço, maior será a inclinação do veículo ao descrever uma curva, ou seja, experimentará um maior balanço.
 
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