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A aprendizagem da condução de um modelo de rádio control deve fazer-se de forma progressiva. Ao princípio parece que não tem nada que ver com as noções de pilotagem de um carro real, mas quando se progride na condução e se ganham conhecimentos percebe-se que as trajectórias, os golpes de acelerador e as travagens são os mesmos que se utilizam para guiar um verdadeiro automóvel de competição.
Pilotar um modelo de rádio control não é uma tarefa difícil. Para começar, quando o modelo se afasta para um dos lados, move-se o voltante do emissor de rádio e vê-se que está tudo sob controlo, o que transmite logo uma sensação de segurança. Quando se vira para a direita o volante ou o stick do emissor, o carro vira para a direita e assim obedece às ordens que lhe são enviadas através do emissor, que em automodelismo de rádio control é equivalente ao habitáculo do piloto. Enquanto se conduz com o carro a afastar-se do piloto todas as suas reacções são previsíveis. O problema surge quando o modelo avança de frente para o piloto, situação em que ocorre uma aparente inversão de lado, pois se se quer virar para a direita do ponto de vista do piloto é preciso virar o volante para a esquerda e vice-versa. Isto provoca uma sensação estranha quando se dão os primeiros passos na pilotagem, mas passado pouco tempo as pessoas habituam-se e quando isto acontece viram para o lado correcto intuitivamente, quase sem terem que pensar. Todos, mesmo os maiores pilotos do automodelismo actual, começaram por dar umas boas pancadas com os seus carros, de maneira que ninguém deve ficar assustado com as primeiras colisões porque os modelos são muito resistentes, pois estão construídos com materiais especiais. Por exemplo, na elaboração de muito chassis utilizam-se mesmo placas de alumínio aeronáutico.

O emissor de rádio como único meio de controlo
O emissor de rádio é o painel de comando que se vai utilizar para manobrar o modelo e pode ser de dois tipos: de volante ou de stick. A diferença entre ambos é, como o nome indica, que nos primeiros a direcção se move com um volante com algumas semelhanças com o dos veículos reais, e nos segundos através de um stick ou alavanca de comando. Estes últimos têm a forma de uma caixa com dois sticks que sobressaem de um dos lados, ao passo que os de volante têm uma característica forma de pistola, na qual o gatilho corresponde ao comando do acelerador e do travão.
Todos os emissores são manobrados com os dedos; os de sticks com os polegares e os de volante com o polegar e o indicador da mão direita para a direcção e o indicador da mão esquerda para accionar o acelerador ou o travão, ou ao contrário no caso dos pilotos esquerdinos.


Os emissores de volante proporcionam uma sensação mais natural de condução e permitem mais precisão quando se negoceiam curvas. No entanto, os rádios de sticks parecem dar mais sensibilidade quando se acelera ou trava, pois são manobrados com o tacto dos polegares e o seu curso é maior. Num emissor de volante, para acelerar pressiona-se o gatilho com o indicador esquerdo e para travar larga-se o dedo ou empurra-se o gatilho. A maior parte dos novos praticantes de automodelismo de rádio control prefere os emissores de volante, mas ainda há muito partidários dos emissores de sticks, sobretudo os praticantes que vêm de outras modalidades, como os aeromodelistas, nas quais só existem emissores de sticks.
Praticamente todos os rádios actuais são proporcionais, ou seja, as rodas viram na mesma proporção em que se rodou o volante. O mesmo acontece com o acelerador e o travão, o que permite um controlo absoluto do modelo.

 


Antes de começar
A regra habitual antes de se começar a pilotar, qualquer que seja a especialidade, é ligar primeiro o emissor e depois o receptor. A seguir, verifica-se o correcto funcionamento dos comandos, virando as rodas e accionando o travão e o acelerador. É fundamental a verificação da posição neutra de ambos os canais para evitar que o modelo acelere assim que arrancar ou que fuja para um dos lados em vez de andar a direito. Para verificar este parâmetro na direcção realizam-se os seguintes passos:
- se o emissor e o receptor já estão ligados, para verificar a direcção empurra-se ligeiramente o carro sem tocar no volante ou no stick da direcção. O modelo tem que seguir uma trajectória rectilínea sem se desviar para qualquer lado. Se se desviar para um lado, por exemplo para a direita, actua-se no trim da direcção, rodando a roda do mesmo para o lado contrário, neste caso para a esquerda, até que o carro siga uma linha recta. Isto é só uma primeira correcção porque depois, com o motor a trabalhar, é preciso voltar a verificar a trajectória.

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