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No mundo do automodelismo, o chassis constitui a base sobre a qual se apoiam todos os restantes elementos mecânicos, tal como nos automóveis reais, embora a sua estrutura difira da dos carros do dia-a-dia por ser autoportante e se assemelhe mais à dos automóveis de competição.
Consoante a sua utilização, foram-se distinguindo dois tipos de chassis no automodelismo, um destinado às pistas de asfalto e outro às de terra. Entre estes dois tipos existe uma serie de soluções intermédias para os modelos das modalidades de Rally Game e Touring. Os carros de Rally têm um chassis a meio caminho entre os de Todo-o-Terreno e os de Pista, pois circulam por todo o tipo de pistas e por isso é preciso optar pelo melhor compromisso entre ambos. Seja como for, um modelo de Rally raramente andará num circuito para carros de Pista nem num para Todo-o-Terreno, pois anda geralmente por pistas de asfalto sujo e irregular ou então em circuitos de terra mas sem grandes buracos ou lombas.
Propriedades do chassis
O chassis é a coluna vertebral do modelo e tem que preencher uma serie de requisitos que, na medida em que o faça, determinam o comportamento do carro na pista.
Antes de mais, deve reunir todos os elementos mecânicos de maneira racional, com uma repartição de massas o mais equitativa possível em ambos os eixos e em cada uma das rodas. Também deve permitir que as suspensões possam ser configuradas da melhor maneira, com todos os ângulos e afinações, e proporcionar um centro de gravidade baixo do modelo para minimizar as forças negativas que afectam a estabilidade, como as polares e de balanço.
O segundo requisito, tão importante ou mais do que o anterior, é a rigidez. Para se conseguir uma rigidez adequada utilizam-se materiais e configurações concretas que limitam a flexão, tanto lateral como longitudinal.

Porquê um chassis rígido
As consequências resultantes de um chassis muito rígido são as seguintes:
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É necessário que as suspensões sejam muito precisas e eficientes, pois todo o esforço recairá sobre elas. Isto constitui uma vantagem e um inconveniente, porque quando as suspensões estão em boas condições o carro funcionará correctamente e as mudanças que nelas se introduzam terão um efeito imediato no seu comportamento mas, por outro lado, quando alguma das suas partes sofre um dano, o modelo torna-se logo muito difícil de pilotar.
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Todas as modificações que se introduzam nas suspensões têm repercussões palpáveis no comportamento e na estabilidade do veículo. Isto também tem uma dupla vertente, pois se é bastante satisfatório para um automodelista experiente que saiba regular perfeitamente as geometrias e os ângulos da suspensão, pode colocar dificuldades de difícil resolução a um iniciado.
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Um chassis rígido será sempre muito mais preciso do que um susceptível de sofrer torções, pois permitirá «traçar a tira-linhas», como se costuma dizer no calão dos automodelistas, ou seja, seguir a mesma trajectória vezes sem fim sem se desviar um centímetro do traçado ideal. Para isso também é preciso que o piloto tenha a perícia suficiente. Um bom piloto tirará sempre melhor partido de um chassis rígido do que um piloto menos habilidoso.
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Como as reacções do carro são mais directas devido à rigidez do chassis, isto significa que qualquer falha ou erro de pilotagem terá maiores consequências do que num chassis que seja menos rígido.
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Por norma geral, quanto maior for a potencia de um veiculo, mais rígido deverá ser o seu chassis. Nas curvas um veiculo está sujeito a uma serie de tensões quem tendem a deformar as rodas, afundar a suspensão e a transmitirem-se ao chassis. Isto significa que este tem que suportar esforços muito superiores ao do simples peso do carro. Nos carros à escala 1/8, estas forças podem ultrapassar dez vezes o seu próprio peso.
 
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