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É através do emissor que o piloto pode transmitir ao seu modelo as ordens que deseja em termos de direcção e aceleração/travagem. O controlo, necessariamente à distância, tem que ser permanentemente muito exacto pois só assim é que a comunicação entre o modelo RC e o seu piloto dará bons resultados.
O emissor constitui a única união fisicamente tangível entre o piloto e o seu carro. Sem um emissor seria impossível controlar qualquer dos dispositivos que, instalados em qualquer veículo RC, se encarregam de reger tanto a direcção como a propulsão do mesmo. Graças ao emissor, as ordens do piloto são codificadas e transmitidas ao veículo de forma precisa e quase instantânea. Portanto, qualquer piloto tem imprescindivelmente que estabelecer uma perfeita sintonia com os comandos do seu veículo. Não se trata apenas de «bom tacto». Conhecer os tipos e as características dos emissores, e também os parâmetros que a partir deste se podem afinar e o seu posterior efeito no comportamento final do veículo, pode ajudar qualquer um a pilotar melhor.


Tipos de emissores
Existem no mercado dois tipos de emissores, os de volante e os de sticks. Este simples critério de classificação baseia-se exclusivamente na forma, no aspecto exterior do próprio emissor e, portanto, no seu modo mais básico de utilização. Como é evidente, a própria forma do emissor também costuma estar relacionada com o número de canais – de dois a dez – que pode chegar a ter. Geralmente, quando se fala de mais de três canais isso significa que nos estamos a referir a um emissor de sticks que se destina muito provavelmente ao aeromodelismo. No momento em que se faz esta primeira divisão ainda não se tem em conta aspectos como o número de funções especiais que incorpora nem o tipo de interface com o utilizador ou a própria ergonomia, cada vez mais importantes. Nestes dois grandes grupos de emissores podemos estabelecer diferenças atendendo, por exemplo, a aspectos que quantifiquem a sua idoneidade de uso tanto pelo tipo de piloto a que se dirige como mesmo pela própria modalidade ou escala, e também de acordo com o número de funções avançadas e com as especificações ou parâmetros com que conta. São agora questões como a própria intuição ou comodidade e rapidez de uso, tanto dos próprios canais como das funções que se incorporam no emissor, que também devem ser tidas em consideração. Para muitos pilotos o êxito dos emissores de volante frente aos de sticks para a prática do automodelismo baseia-se precisamente nestas apreciações. Em contrapartida, outros preferem pensar no grau de sensibilidade e de precisão que alcançam os seus canais principais no momento de pilotar, graças ao seu próprio design. É frequente ver os melhores pilotos do Mundo usarem emissores de sticks, mesmo com o stick que serve para reger o grau de propulsão – aceleração/travão – invertido para que, ao acelerar, adquira o movimento natural do dedo polegar, que se encarrega de acelerar. É evidente que para cada um de ambos os tipos de emissor encontramos modos de transmissão em AM, FM, PPM e PCM, em bandas que vão dos 35 aos 75 MHz.


Emissores para o automodelismo
Nos emissores de sticks, que possuem dois sticks principais, o movimento do servo da direcção é controlado com o stick que se encontra do lado direito e, ao mesmo tempo, o grau de propulsão ou de travagem é comandado pelo stick que fica do lado esquerdo. Enquanto, o movimento esquerda/direita sobre o eixo horizontal é intuitivo, o da aceleração – para cima – pode não o ser tanto. Contudo, para a maior parte dos pilotos que preferem este tipo de emissor, o grau de sensibilidade que se obtêm em ambos os canais faz dele o mais indicado para os seus objectivos. Também costumam ser os mais utilizados em kits de iniciação pela sua já histórica simplicidade quanto a conceito, uso e design. Os emissores de sticks também podem ter interruptores – switches – e outros dispositivos de controlo – potenciómetros, botões, displays LCD -, cuja finalidade é desempenharem funções especiais e mesmo, se for caso disso, outros canais adicionais. Quanto aos emissores de «pistola» ou volante, o seu sucesso prende-se com a grande semelhança existente entre os controlos que regem os seus canais e os comandos de um automóvel convencional com o qual partilham o volante. O acelerador – um gatilho -, embora continue a ser artificial do ponto de vista da semelhança com o de um carro à escala 1:1, é utilizado de uma maneira no mínimo mais intuitiva: o gatilho situado por baixo do volante serve de acelerador e rege a potência de aceleração ou de travagem – em modelos de iniciação também pode servir para inverter o sentido do andamento. Em termos de funções especiais ou de uso avançado, os emissores de pistola partilham as dos seus homólogos de sticks, ambos possuem funções específicas para a prática de automodelismo e a sua programação ou afinação revela-se sempre precisa e muito simples.

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