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O filtro de ar talvez seja o elemento mais barato de um motor glow e, no entanto, tem uma importância fundamental para a sua vida. É uma espécie de pulmão que filtra as impurezas do ar aspirado pelo carburador para realizar a mistura de ar e combustível que faz funcionar o motor.
Os motores glow dos modelos de rádio control de Rally funcionam a regimes de rotações muito elevados e são normais, por exemplo, valores de 30 000 rpm (rotações por minuto). Isto significa que a capacidade de aspirar ar também deve ser muito elevada. Além disso, o motor e o filtro dos modelos ficam a escassos centímetros do solo, que é onde se concentra a maior quantidade de pó do ar. Se a isto acrescentarmos os pisos difíceis por onde costuma rodar um carro de Rally, que por vezes mais não são do que pistas poeirentas, asfaltos sujos, etc., compreenderemos que, além de fundamental, a missão do filtro de ar é muito dura. Se uma pequena quantidade de pó entrasse pelo carburador até ao interior do motor, as partículas sólidas de que é formado, com um elevado poder abrasivo, actuariam como uma folha de lixa e riscariam as paredes do pistão e da camisa, estragando a câmara de combustão e as restantes peças do motor.
Descrição
O filtro de ar é um acessório do motor glow que fica na zona de admissão do carburador, isto é, na sua parte alta, onde está o tubo do Venturi, que é por onde entra o ar para depois se realizar a mistura com o combustível no interior do carburador. Fazendo passar o ar através deste dispositivo garante-se que o carburador só recebe ar limpo.
Um filtro de ar para um modelo de Rally é constituído por elementos aparentemente simples mas capazes de filtrar grandes volumes de ar:
- O suporte: costuma ser de borracha, encaixa à pressão no carburador e fica preso por uma braçadeira de nylon.
- O elemento filtrante: pode ser uma espuma dupla ou simples, com duas tampas que evitam qualquer entrada de ar que não passe através dela. A sua missão é evitar a passagem de pó.
A missão do filtro de ar
Já se viu a necessidade de não deixar passar qualquer partícula sólida para dentro do motor, mas por outro lado o filtro tem que deixar passar o maior caudal de ar possível para que o motor não perca potência, porque esta está directamente relacionada com o volume de ar absorvido. Um segundo problema vem complicar o trabalho do filtro: se for compacto de mais e não deixar passar nem sequer as partículas mais finas, entope rapidamente. Ao entupir, perde a capacidade de absorver ar, provocando uma perda de potência do motor. Se se deseja resolver o problema utilizando um filtro com poros maiores, a potência não será afectada, mas passarão partículas que, mais tarde ou mais cedo, acabam por estragar o motor. Foi para solucionar este problema que, no automodelismo de rádio control, se generalizou o uso de espumas especiais que permitem filtrar todo o tipo de partículas sem perda de carga.
A solução em automodelismo: as espumas
Há já alguns anos que se generalizou a utilização de espumas como elemento filtrante. Antes disso usavam-se papéis de filtro ou filtros semelhantes aos dos carros e das motas a sério, os denominados KN. No entanto, as espumas foram ocupando o lugar de ambos esses tipos de filtros nos carros de Rally, praticamente em qualquer tipo de condições. Para desempenhar a sua função como elemento filtrante, a espuma tem que estar sempre embebida num óleo especial para filtros de ar.
 
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