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O receptor é o dispositivo mais «silencioso» da electrónica de um modelo. A descodificação dos sinais que o emissor recebe exige cada vez mais miniaturização. Só assim é possível perceber as suas cada vez mais reduzidas dimensões e peso, bem como a sua maior rapidez e eficácia no tratamento dos sinais que recebe do emissor.
O receptor é um dos dispositivos que faz parte da electrónica de qualquer modelo de rádio control. Só através dele é que é possível transmitir as ordens do piloto aos servos encarregados de controlar o comportamento dos elementos móveis do modelo. Para levar a cabo a sua tarefa com total precisão, uma tarefa oposta, do ponto de vista funcional, à do emissor, o receptor deve ser sempre rápido e seguro. Deste modo conseguirá tratar, descodificar, a enorme quantidade de informação que recebe a cada instante e garantir a eficiência que do seu funcionamento, e mesmo sujeito a todo o tipo de condições potencialmente adversas, espera dele o piloto. Alem disto, nos últimos anos os fabricantes têm conseguido minimizar num grau extremo as dimensões e o peso dos receptores. Inclusivamente com um tamanho que os faz passar despercebidos quando tentamos localizá-los num chassis repleto de componentes. A blindagem especial que protege os receptores reduz em grande medida o risco de serem afectados por interferências ou pelo ruído electrónico provocado pela presença de outros sinais no meio em que se deslocam. Alem disso, graças às melhorias do design de que os seus microprocessadores têm sido alvo internamente, a velocidade de recepção foi consideravelmente aumentada, tornando muitos receptores compatíveis com os modos de emissão utilizados pelos emissores de última geração. Alguns dos receptores de gama alta são, por outro lado, compatíveis com qualquer tipo de cristal, sem ser preciso preocuparmo-nos com o fabricante do emissor, desde que emitam na banda de trabalho do receptor.
Em suma, hoje em dia os receptores são mais pequenos, mais leves, mais rápidos e mais eficazes. No entanto, e devido às suas reduzidas dimensões, ou precisamente por isso, continuamos a não lhes prestar a atenção que merecem.


O receptor
Actualmente, os receptores da maior parte dos fabricantes apresentam um aspecto exterior muito uniforme, que os assemelha a pequenas caixas rectangulares de dimensões e peso especialmente reduzidos, e nos quais, por vezes, o único aspecto distintivo é a cor mais ou menos chamativa do material utilizado para fabricar a caixa.
É internamente que, na verdade, se podem encontrar ou estabelecer diferenças substanciais. A concepção da sua blindagem, o nível de protecção alcançado em todos ou nalguns pontos da sua geometria quanto da supressão de interferências; a inclusão ou não de um sistema de absorção de vibrações capaz de amortecer o impacte que estas têm no funcionamento e na vida útil do receptor; a possibilidade de trabalhar com segurança abaixo de uma determinada voltagem ou também com cristais standard de outros fabricantes; a localização do orifício de saída do cabo da antena, de especial influencia na eliminação de interferências; o valor do grau de selectividade que caracteriza o seu modo interno de trabalho. Todos eles constituem os verdadeiros traços distintivos, as características principais de um receptor, que podemos encontrar no folheto de especificações técnicas dos mesmos. Se se tratar de os distinguir de uma maneira básica, e com um critério que ultrapasse o seu tamanho mais ou menos reduzido, atender-se-á ao número total de canais, à banda de frequência de trabalho, à incorporação ou não do sistema BEC para a supressão da bateria e à compatibilidade ou não do receptor com os novos modos de emissão de sinais, já habituais nos emissores de gama alta.

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