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O pneu é um componente fundamental para o comportamento de um modelo e contribui numa elevada percentagem para a sua estabilidade. Além disso, é um dos denominados elementos de importância primordial, pois quando é trocado por outro de diferentes características ocorre uma drástica nas características dinâmicas do veículo.
Saber escolher os pneus convenientes para uma determinada pista é um trabalho árduo e muito importante, sobretudo, claro está, quando falamos do mundo da competição. Uma boa escolha pode traduzir-se na obtenção de resultados espectaculares.
O pneu é o primeiro ponto de contacto entre o modelo e a pista e aquele que lhe permite transmitir a potência do motor ao asfalto sem patinar excessivamente, travar sem que as rodas bloqueiem, curvar e rodar nas melhores condições. Em tudo isto, que se engloba no conceito de aderência e que veremos pormenorizadamente mais adiante, intervêm dois factores principais:
1) a natureza do piso.
2) a forma e o material do pneu.
No que diz respeito ao primeiro, faremos aqui referencia apenas ao asfalto, embora isto não simplifique muito as coisas, pois existem muitos tipos de asfalto, uns menos aderentes que outros. Outro factor que influência este primeiro ponto são as condições da pista, porque a diferença em termos de aderência é muito grande entre uma pista limpa e outra com pó e sujidade acumulados; ou entre uma pista seca e quente e outra fria e húmida. Quanto à forma e ao material em que o pneu é feito, existe uma serie de parâmetros fundamentais que influência de maneira determinante o seu comportamento. São os seguintes:
- o peso aplicado à roda: sabemos que o peso do veículo se distribui pelas quatro rodas, mas que não é equitativamente, pois consoante a disposição dos elementos no chassis, de um modo geral, um eixo recebe mais carga do que o outro. Daqui resulta uma primeira regra geral: quanto maior for o peso, mais será a aderência. Isto é evidente porque o pneu exerce maior pressão no asfalto e será mais difícil que derrape ou perca aderência.
- a largura e a composição do pneu: em termos gerais pode-se dizer que quanto mais macio for o pneu maior será a sua aderência, mas isto só é válido em termos gerais, pois intervêm outros factores importantes, como a temperatura do mesmo. Da mesma forma, quanto maior for a faixa de rodagem, isto é, quanto mais largo for o pneu, maior será a sua aderência, com as mesmas ressalvas que para o caso anterior.
- a temperatura de funcionamento: este é um factor muito importante quando se roda no asfalto com pneus de borracha, que são os que se utilizam nos modelos de Rally, pois os de espuma destinam-se unicamente às modalidades de Pista térmicos de competição. A maior parte dos pneus de qualidade que os modelos de Rally de rádio control utilizam são termossensiveis, ou seja, possuem uma temperatura de funcionamento óptima, à qual se verifica a aderência ideal. Acima ou abaixo desta, as condições de aderência pioram. O mesmo acontece com os automóveis reais de competição, razão pela qual vemos os monolugares de Fórmula 1 darem golpes de volante e fazerem ziguezagues em plena recta assim que saem para a pista, de maneira a que os pneus não arrefeçam, pois antes estiveram resguardados com as chamadas capas térmicas, que os mantêm à temperatura de funcionamento. Enquanto não se alcança a temperatura de funcionamento, o pneu não tem boa aderência e, se se acelerar ao máximo, é bem provável que o bonito modelo de Rally se estampe logo na primeira curva. O mesmo acontece se o carro derrapa demasiado em cada curva da pista: chega-se a uma altura em que os pneus aquecem de mais e perdem eficácia, sobretudo as rodas tractoras. Isto provoca uma deterioração drástica da estabilidade do veículo, que chega a ficar incontrolável. A temperatura ambiente é um factor que influência a temperatura do pneu – isto é evidente -, e a dureza das borrachas é muito diferente num dia de Inverno do que em pleno Agosto.

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