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Nos circuitos de terra estes os pneus depebdem muito da largura da sua faixa e da temperatura, factores que têm influência, mas são muito mais importantes os tacos ou picos que apresentem, pois são eles que ficam em contacto com a pista.
A superfície muito menos dos tacos que os pneus de terra possuem, em comparação com a faixa de rodagem raiada ou lisa dos pneus de pista, faz com que a pressão exercida seja muito maior para um mesmo peso exercido sobre a roda. Isto favorece a aderência quando o terreno é deslizante, como nos circuitos de terra, pois como a pressão que exercem sobre o solo é maior, os pregos ou tacos afundam-se na pista e proporcionam a aderência necessária para se poder pilotar um bólide em miniatura de Rally a toda a velocidade sobre este tipo de pisos. Seguindo este raciocínio, pode-se dizer, em termos gerais, que quanto maior for o número de tacos ou a sua superfície, menos será a aderência e vice-versa.


A deformação dos pneus
Os pneus de terra costumam ser mais macios, com uma convexidade mais pronunciada e estreitos que os de asfalto. Isto faz com que os pneus se deformem sob a acção dos diferentes obstáculos que se vão encontrando na pista como, por exemplo, no momento de negociar uma curva. Numa curva os flancos do pneu deformam-se, sobretudo os das rodas que se encontram na parte exterior da curva. O perfil esmaga-se e desloca-se, levando também consigo a faixa de rodagem que, como já sabemos, é a superfície de contacto do pneu com a pista. Tudo isto provoca uma redução da precisão da pilotagem e uma menor e irregular aderência transversal. A este fenómeno chama-se deriva do pneu.

Os pneus de baixo perfil
Para diminuir a deriva do pneu, ao longo da história as rodas adoptaram as mais variadas formas e começaram a aparecer os denominados pneus de baixo perfil, que são rodas com os flancos de menor altura e, consequentemente, menos sujeitos a deformações. Outras soluções foram os flancos mais duros ou a adopção de formas especiais de convexidade mais pronunciada que reduzem a citada deriva.
O pneu por si só constitui um sistema de suspensão independente da amortização do veículo. Quando a suspensão se comprime, o pneu esmaga-se e devido aos grandes perfis dos pneus de terra, que chegam mesmo a ter mais deslocamento do que a própria suspensão, a sua importância neste sentido é capital e afecta em grande medida o comportamento dinâmico do veículo. Por outro lado, se se utilizam pneus de baixo perfil limita-se o curso da suspensão, pois deformam-se menos. Qual é, pois, a solução?
A resposta é dar uns cursos maiores à suspensão, razão pela qual, quando se roda sobre terra, não se colocam limitadores de suspensão e aproveita-se todo o curso da mesma, embora seja necessário levantar um pouco a carroçaria. Se se utilizam perfis mais duros, ocorre um fenómeno semelhante, pois reduz-se o seu esmagamento potencial e endurece-se a suspensão, o que não representa qualquer vantagem em superfícies derrapantes. As espumas que se utilizam no interior dos pneus de borracha também tem a missão de reduzir esta deriva, produzindo um efeito semelhante ao anteriormente citado. Quanto mais duras forem, menos deriva terá o pneu e mais precisa será a condução.

Estrutura dos pneus de terra
Um pneu de terra tem os mesmos componentes que um de asfalto, ou seja, faixa de rodagem e perfil, embora ambos sejam totalmente diferentes. Como já foi referido, na faixa de rodagem estes pneus apresentam uma serie de tacos ou pregos que proporcionam a aderência do veículo à pista.
- a faixa de rodagem: além de estar coberta de tacos, pode ser plana ou convexa, dependendo do tipo de pneu utilizado. Na parte interna há uns que têm um entramado e outros que o não têm, mas isto não tem tanta importância como no asfalto.
- os tacos: existem de muitos tipos, uns de forma cónica, outros de paralelepípedo ou de pá, etc. A sua disposição também varia muito consoante a aderência que se pretenda, ou seja, se se desejar uma maior aderência lateral ou de tracção. O número de tacos determina igualmente um comportamento diferente na pista. O comprimento dos mesmos é outro factor que influência a estabilidade do pneu.

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