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Um dos primeiros melhoramento que se pode introduzir num carro de rádio control consiste em proporcionar o movimento máximo às suas partes móveis, minimizando assim o atrito a que estas peças são sujeitas.
Para diminuir o atrito entre as partes móveis basta, na maior parte dos casos, substituir as chumaceiras dos eixos por rolamentos para se conseguir que o rendimento global do modelo melhore em todos os sentidos.
O papel desempenhado por chumaceiras e rolamentos num veículo de rádio control é, no fundo, o mesmo. Num e noutro caso, estes elementos destinam-se a facilitar na medida do possível a rotação dos denominados eixos móveis. Tal como numa chumaceira, a eficácia de um rolamento baseia-se simplesmente na redução do atrito que se produz graças à sua presença e que impede o desgaste resultante da fricção produzida por um eixo obrigado a rodar sobre uma peça fixa.
Neste contexto, a instalação de um rolamento em vez de uma chumaceira no eixo móvel revela-se muito vantajosa porque o rolamento permite que o eixo rode sobre uma peça que também é móvel. Apoiando num rolamento, o eixo e as peças fixas sobre as quais este roda sofrem menos desgaste, o que se traduz de imediato num melhor rendimento do modelo e no prolongamento da vida útil dos seus componentes.
Que é e para que serve um rolamento?
Devido à sua forma e função (servir de apoio a um eixo que gira), os rolamentos podem ser considerados um tipo especial de chumaceira. De um modo geral, um rolamento é formado por dois cilindros concêntricos entre os quais se colocaram, em jeito de anel ou coroa circular, esferas ou rolos que podem girar livremente, favorecidos pela presença de um lubrificante. Por seu turno, a rotação dos cilindros concêntricos do rolamento produz-se sobre as esferas ou os rolos. Desta forma, qualquer eixo móvel em contacto directo com o cilindro interno do rolamento pode mover-se com mais liberdade porque o movimento livre das esferas – ou rolos – lubrificadas o facilita ao máximo. Entretanto, o cilindro exterior, mantêm-se fixo.
As consequências do uso de rolamentos nos eixos móveis de um veículo de rádio control são imediatas: um menor atrito e um menor consumo de energia na transmissão do movimento. Equipado com rolamentos, um chassis poderá atingir uma velocidade de ponta superior, um dos sintomas mais evidentes de que se conseguiram melhorar as suas performances. Assim, o primeiro passo para melhorar o comportamento de um veículo de iniciação deve ser a substituição das chumaceiras por um conjunto de rolamentos.
Tipos de rolamentos
Os rolamentos mais utilizados nos modelos de rádio control são os de esferas. Consoante sejam blindados, ou não, e o tipo de blindagem, existem três tipos principais de rolamentos de esferas. Em princípio, o tipo mais eficaz é o denominado rolamento «nu». Neste tipo de rolamento, a coroa de esferas fica completamente a descoberto. Deste modo, consegue-se minimizar o atrito «natural» que se produz entre a caixa de esferas e os cilindros concêntricos do próprio rolamento. Como é evidente, a ausência de blindagem prejudica a sua autoprotecção da sujidade. No entanto, este inconveniente não impede que os rolamentos ocupem lugares de destaque no rendimento final do veículo. Por exemplo, montando um rolamento de esferas sem blindagem dentro de um diferencial, um dispositivo especialmente cuidado quanto à protecção dos seus componentes internos, consegue-se que as necessidades de manutenção – limpeza e lubrificação – do rolamento sejam praticamente nulas, ao mesmo tempo que se obtêm um movimento quase isento de fricção. Para proteger o interior dos rolamentos da sujidade, alguns fabricantes decidiram «blindá-los». Blindar um rolamento consiste, essencialmente, em cobrir com um aro metálico a caixa de esferas. A maior protecção que este aro oferece contra a sujidade retira-lhe parte da sua eficácia. Assim, um rolamento de esferas blindado apresenta um maior grau de fricção, mas a sua resistência à sujidade faz dele a melhor opção para ser utilizado ao longo da transmissão e dos eixos de rodas nos chassis das modalidades de pista – asfalto e piso sintético. Há pilotos que também optaram por utilizá-los em chassis de Todo-o-Terreno. Em ambos os casos deve-se ter sempre presente que estes rolamentos blindados exigem, com uma frequência que dependerá do uso ou do estado da pista, uma limpeza e lubrificação minuciosas.
 
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