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Os servos são dispositivos essenciais graças aos quais as partes móveis de um modelo de rádio control se movem. Alem disso, através destes verdadeiros «músculos» podemos controlar o comportamento do veículo, incidindo sobre o regime do motor e modificando a sua trajectória.
Para o praticante, a presença dos servos no chassis de um modelo de rádio control é mais do que habitual. Tanto assim é que nem sequer se costuma preocupar com o que fica escondido dentro dessas «caixas negras» de aspecto elementar e quase sempre sóbrio. No entanto, os servos desempenham um papel fundamental no comportamento de qualquer veículo. Como prova disto basta verificar que os fabricantes costumam apresentar nos seus catálogos vários modelos de servos baseados no mesmo design interno. O seu diferente comportamento final depende das características do seu motor ou das funções que a sua complexa estrutura de circuitos incorpora. Trata-se, portanto, de adequar o seu comportamento final aos diferentes usos ou propósitos que, mesmo dentro da mesma modalidade ou escala, os pilotos lhe queiram dar.
Hoje em dia não chega a comparar o seu respectivo tamanho para os catalogar ou para intuir o seu uso numa ou noutra modalidade do automodelismo de rádio control. De tipo analógico ou digital, com diferentes designs quanto ao esquema de engrenagens utilizado na sua complexa desmultiplicação, os servos existentes no mercado abarcam um amplo espectro de possibilidades. Contudo, todos partilham uma estrutura interna comum, se a considerarmos do ponto de vista puramente electromecânico.
Os servos são motores que se movem um mecanismo de curso limitado a uma rotação máxima de 180 graus. As suas diferenças consistem na combinação particular do motor com um complexo sistema interno de engrenagens e, sobretudo, da electrónica, sempre específica, que os controla internamente e que consegue modificar a amplitude final do raio de rotação do seu eixo. Esta é, portanto, a forma na qual actua um servo, sempre com a precisão como objectivo primordial, atendendo às ordens que recebe de um equipamento de rádio control através do receptor instalado no veículo. O seu aspecto exterior também é semelhante em todos eles, independente do seu tamanho. São formados por uma caixa rectangular da qual saem apenas dois elementos: o eixo do motor e o cabo de três fios que lhe serve para estabelecer as comunicações com o receptor e, ao mesmo tempo, para receber do mesmo a tensão – de 4,8 a 6 volts – que o alimenta.
Tipos de servos
No momento de classificar os servos e sem ter ainda em conta se são de carácter analógico ou digital, ocupa um lugar importante a variável que define o binário ou a potência resultante do servo. Este parâmetro, que quantifica a relação existente entre a força que é capaz de exercer o motor de um servo e a distância existente desde o braço até ao eixo do mesmo, serve para os distinguir e permite estabelecer facilmente a sua idoneidade em função da escala. Agora já podemos perceber uma frase como esta: «um servo de 10 quilos.» Com ela pretende-se dizer que um servo consegue exercer uma força de 10 kg a uma distância de um centímetro do seu eixo. Se a distancia baixa para metade, duplica a força que o eixo do servo é capaz de exercer nesse ponto. Quanto maior for a distancia menor será a força e vice-versa.
Por outro lado, se se equipar o servo com engrenagens de maior diâmetro, se se introduzir uma de tipo metálico ou se nos circuitos se incorporarem alguns capazes de proporcionar maior tensão final, também se poderá aumentar a potencia do próprio servo.
Em termos gerais, quanto mais potente for um servo, melhor é a sua qualidade; tudo isto sem perder de vista que um binário de 3-4kg deve ser considerado o padrão a tomar como ponto de referência para escolher um servo. Um segundo parâmetro importante para classificar ou escolher um servo é a sua velocidade de rotação. A velocidade declarada num servo representa o tempo que leva o braço de saída do servo a percorrer um arco de um ângulo predeterminado. Consideraremos que um servo é «rápido» se o seu eixo consegue percorrer 60 graus em menos de 0,12 segundos. A relação entre ambas as variáveis, potencia e velocidade, é muito estreita e muitos servos baseiam as suas diferenças neste aspecto: para ganhar velocidade com um servo, basta modificar a desmultiplicação do mesmo; no entanto, isto terá sempre associada uma perda de potência.
 
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