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A utilização de transponders está associada à participação em competições de automodelismo. No entanto, a comercialização do transponder pessoal pressupôs a inclusão definitiva de um dispositivo activo de identificação entre os elementos habituais que compõem a electrónica de qualquer veículo de rádio control.
Até há pouco tempo, o transponder (ou transpondedor) era instalado antes do inicio de uma manga de classificação ou de uma meia-final, utilizava-se durante as mesmas e depois devolvia-se à organização para ser utilizado por outro piloto que, por sua vez, o instalava no seu modelo. Era assim que se fazia a identificação e a cronometragem, de maneira totalmente fiável, de cada veículo numa competição de modelos de rádio control.
Já se passou pouco mais de uma década desde que foi lançado no mercado o primeiro transponder para a cronometragem de provas de automodelismo e hoje em dia o transponder tornou-se «pessoal». Isto significa que cada transponder possui um número de identificação que o torna único para o descodificador encarregue de identificar os veículos participantes num evento e que disputam uma manga ou uma meia-final divididos em grupos. Além disso, os transponders tornaram-se propriedade de cada piloto e fazem parte do seu modelo como qualquer outro elemento essencial à prática deste desporto.
Que é um transponder?
Um transponder é um dispositivo electrónico para a comunicação, controlo ou seguimento à distância sem fios. Os transponders podem reconhecer e depois responder, de forma automática, a um determinado sinal de entrada. O termo transponder é uma contracção que, no fundo, significa «transmitir-responder», acções que ilustram bem a função desempenhada por estes dispositivos.
Os transponders podem ser activos ou passivos. Diz-se que um transponder é passivo quando permite que um computador ou robot identifique um objecto. Deve utilizar-se combinado com um sensor activo que descodifique e transcreva os dados emitidos pelo transponder. O transponder propriamente dito pode ser fisicamente muito leve; a informação que envia pode ser reconhecida a vários metros de distância.
Os transponders activos mais simples utilizam-se para localização, identificação e sistemas de navegação aéreos. Há transponders activos identificáveis por uma frequência de rádio que transmitem um sinal codificado quando recebem uma ordem a partir de um ponto de seguimento ou de controlo. Com o sinal emitido pelo transponder realiza-se um seguimento, de forma que a posição do transponder está sob controlo constante. As frequências de entrada (receptor) e de saída (emissor) costumam estar pré-atribuídas. Existem outros transponders ainda mais complexos que se podem utilizar mesmo em satélites de comunicações, que recebem o sinal de entrada num nível ou banda de frequências e retransmitem sinais de diferentes bandas ao mesmo tempo.
Os transponders no mundo do rádio control
Desde que Fons Bervoets os introduziu – inseridos num processo de constituía a base do seu projecto de final de curso – pela primeira vez em 1982 para resolver de uma forma fiável e segura a identificação dos veículos de rádio control, os transponders tornaram-se elementos imprescindíveis para que os sistemas de cronometragem baseados nestes dispositivos transmissores-receptores possam detectar de forma unívoca as passagens pela meta de um veículo com o objectivo de calcular, no mínimo, os seus tempo por volta com uma precisão que actualmente chega às milésimas de segundo no mundo de automodelismo de rádio control. A partir daí abriu-se todo um mundo de possibilidades, limitadas exclusivamente pelas capacidades incorporadas no software encarregue de gerir a enorme quantidade de dados proveniente de cada um dos transponders dos auto modelos envolvidos numa corrida, durante o tempo que esta dura, que o descodificador consegue recolher. Hoje em dia, a fiabilidade destes dispositivos é tal que não se concebe uma corrida a serio de modelos de rádio control na qual a identificação dos veículos não se faça através de transponders, dos quais a AMBit é líder mundial em termos de produção, e que também foram adoptados por outros desportos como a Formula 1, o Campeonato do Mundo de Superbikes ou o ciclismo.
 
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